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14 de março de 2018, 15h17

GCM de Doria e PM de Alckmin agridem servidores na Câmara Municipal de São Paulo

Milhares de servidores protestam na Câmara dos Vereadores de São Paulo contra o projeto de reforma da Previdência municipal; entre bombas de gás e agressão, uma guarda civil metropolitano desferiu um murro no rosto de uma professora

Professora agredida pela guarda de João Doria. Foto: Reprodução

O cenário foi de guerra na Câmara Municipal de São Paulo. Milhares de servidores, boa parte deles acampados desde a noite de terça-feira (13), entraram na manhã desta quarta-feira (14) no prédio para protestar contra a votação, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), do Projeto de Lei de reforma da previdência municipal, encampado pelo governo Doria. O projeto visa congelar salários e aumenta a contribuição previdenciária de 11% para 19%. Contra a proposta, professores municipais entraram em greve. Paralisação já atinge 93% das escolas na capital.

Servidores tentam entrar na Câmara dos Vereadores (Foto: Assessoria Sâmia Bomfim)

Marcada para às 13h, a votação de um substitutivo ao PL foi obstruída por conta do protesto dos servidores. Milhares que ficaram do lado de fora do prédio e tentavam entrar foram violentamente reprimidos pela Guarda Civil Metropolitana (GCM) e pela Polícia Militar com bombas de gás. Do lado de dentro, com a presença massiva de manifestantes, os vereadores resolveram trocar de sala para realizar a votação. Foi neste momento, segundo informou a assessoria da imprensa da vereadora Sâmia Bomfim (PSOL) à reportagem da Fórum, que as agressões se intensificaram. Entre as bombas de efeito moral, um guarda civil metropolitano desferiu um murro no rosto de uma professora que estava protestando [foto em destaque].

A votação na CCJ foi retomada e o projeto aprovado. A matéria deverá passar ainda pela análise de duas comissões antes de seguir para o plenário.

Fórum entrou em contato com a GCM para obter um posicionamento quando à agressão relatada, mas a assessoria informou que só se pronunciaria após o término da sessão, já que o comandante estaria acompanhando a ação dos guardas.

Leia também: Alvo de bombas e agressões físicas, manifestação em SP era majoritariamente feminina

Confira, abaixo, vídeos que registram os trabalhadores tentando entrar na Câmara e a repressão da GCM.


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