Golpe do WhatsApp: saiba como evitar e o que fazer se seu celular for clonado

Um criminoso tentou se passar por minha filha e pediu uma transferência alta; veja aqui como reagi e as informações que a polícia me passou

Trabalhava normalmente nessa quarta-feira (24), pela manhã, quando minha filha me chamou pelo WhatsApp pedindo R$ 2.800 reais emprestados com urgência. Estranhei tanto o valor quanto a abordagem, mas prossegui com a conversa. Logo percebi que o número era outro, apesar da foto ser dela.

Estendi um pouco a conversa e notei que o interlocutor não tinha informações detalhadas, mas poderia ter. Por sorte consegui falar com minha filha rapidamente e me tranquilizei. Tudo se tratava mesmo de um golpe.

Durante os primeiros segundos, no entanto, eu vacilei. E muita gente vacila e cai nesse tipo de golpes todos os dias. Liguei logo a seguir para a Polícia Civil. Uma agente me informou que não há o que fazer. Um Boletim de Ocorrência, segundo ela, só poderia ser feito caso a transferência fosse efetuada.

Há outros golpes que são mais elaborados como, por exemplo, a clonagem do número do celular que, no caso em questão, seria o da minha filha.

A única atitude que pode – e deve ser, de fato, tomada é a prevenção.

Saiba o que fazer

Seguem abaixo algumas instruções da própria polícia de como proceder nesses casos:

1) Mantenha ativa a “Confirmação em duas etapas” da sua conta do Whatsapp. Se ainda não ativou, faça. Para ativar esse recurso no Whatsapp abra: Configurações (Android) / Ajustes (iOS) > Conta > Confirmação em duas etapas > Ativar. Ao ativar esse recurso, você pode inserir o seu endereço de e-mail. Caso você esqueça o seu PIN de seis dígitos, o Whatsapp enviará um link a esse e-mail para desativar a “Confirmação em duas etapas”. Isso também ajudará você a proteger sua conta e suas informações;

2) Jamais forneça para qualquer pessoa o código verificador que você recebe via SMS em seu celular. No texto da mensagem, é informado que o código se refere ao Whatsapp e o site da OLX não exige código algum para ativar anúncios;

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3) Desconfie de pessoas que peçam para você fazer pagamentos ou transferências bancárias em caráter de urgência;

4) Confirme se a pessoa com quem você está conversando e está lhe fazendo o pedido é realmente quem diz ser. Ligue e faça perguntas que somente ela saberá responder, confirme a identidade dela.

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Sendo o caso de vítima primária, adote as seguintes providências, em caso de clonagem do seu celular:

1) Procure imediatamente a delegacia de polícia mais próxima para registrar um boletim de ocorrência;

2) Envie um e-mail para [email protected] com o assunto “conta hackeada – desativação de minha conta”. Relate o fato, informe o seu número de telefone (código do país, seguido do DDD e seu número – ex.:+55 + código da cidade + número do celular) e junte o boletim de ocorrência. A partir daí, inicia-se a contagem do prazo para o Whatsapp recuperar a sua conta;

3) Habilite a senha de “Confirmação em duas etapas” e informe a sua conta de e-mail para o procedimento de segurança;

4) Divulgue o fato ocorrido para todos os seus contatos, evitando que caiam no golpe e de modo a identificar e ajudar aqueles que já foram vítimas.

Agora, se você for a vítima secundária (a que realizou o pagamento), adote as seguintes providências:

1) Entre em contato com o seu banco para tentar bloquear o valor enviado;

2) Tire cópia das conversas feitas com o possível criminoso, bem como do boleto pago ou dados bancários da conta para onde foi feita a transferência e do comprovante de pagamento;

3) Anote o(s) dia(s), horário(s) e a cidade(s) em que você estava durante as conversas com o suposto criminoso;

4) Dirija-se à delegacia de polícia mais próxima para registrar boletim de ocorrência, levando todos os documentos impressos.

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Julinho Bittencourt

Jornalista, editor de Cultura da Fórum, cantor, compositor e violeiro com vários discos gravados, torcedor do Peixe, autor de peças e trilhas de teatro, ateu e devoto de São Gonçalo - o santo violeiro.

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