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08 de julho de 2020, 17h19

Governo Bolsonaro anuncia datas do Enem mesmo sem ministro da Educação

O Inep chegou a realizar uma consulta pública aos estudantes sobre a data das provas, mas não respeitou a escolha majoritária dos vestibulandos

Reprodução/TV Brasil

O Ministério da Educação e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgaram na tarde desta quarta-feira (8) as novas datas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A prova, adiada em razão da pandemia, vai ocorrer em janeiro de 2021.

A primeira prova será em 17 de janeiro de 2021. A segunda será em 24 de janeiro de 2021. A decisão foi comunicada em coletiva de imprensa pelo secretário-executivo do MEC, Antonio Paulo Vogel.

O anúncio surpreendeu por ter sido feito sem qualquer indicação prévia e sem a nomeação do titular do Ministério da Educação. O presidente Jair Bolsonaro ainda não definiu que substituirá Abraham Weintraub no comando da pasta após a breve passagem de Carlos Alberto Decotelli e o fracasso da indicação de Renato Feder.

A escolha da data contraria a consulta realizada pelo MEC aos estudantes inscritos no Enem. A maioria dos vestibulandos (50%) optou pela realização das provas em maio por conta do impacto da pandemia no sistema educacional – em especial, nas escolas públicas.

O presidente da União Nacional de Estudantes, Iago Montalvão, criticou as datas. “O MEC anunciou que as provas do ENEM serão nos dias 17 e 23 de Janeiro. Mais uma vez sem ouvir os estudantes! FEZ ENQUETE PRA QUÊ ENTÃO?”, tuitou.

As provas, que aconteceriam em novembro, foram adiadas após pressão dos estudantes.

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