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24 de junho de 2020, 12h12

Grupos antifascistas divulgam dossiê para expor lideranças nazifascistas de Porto Alegre

Documento divulga nome, endereço, foto e profissão de empresários, militares e jornalistas que atuam em grupos extremistas da região

Ato antifascista em Porto Alegre (Foto: Guilherme Santos/Sul 21)

Diversos grupos antifascistas do Rio Grande do Sul divulgaram nesta terça-feira (23) um dossiê que expõe nome, endereço, foto e profissão das principais lideranças nazifascistas da região metropolitana de Porto Alegre.

Ao todo, o documento divulga informações de 22 lideranças que possuem ligações com movimentos extremistas da região, tais como Sangue e Honra, Carecas do Subúrbio, White Power Sul Skin e Frente Sulista.

Há também pessoas ligadas ao 300 do Brasil, acampamento da milícia paramilitar bolsonarista que tem sede em Brasília. Uma de suas lideranças é Sara “Winter” Geromini, presa temporariamente neste mês em inquérito que investiga atos antidemocráticos realizados nos últimos meses.

Grande parte das lideranças também são apoiadores de partidos de extrema direita, como PSL, PRTB e Aliança pelo Brasil – partido de Bolsonaro que ainda não foi criado oficialmente.

Em entrevista à revista Fórum, um dos ativistas da Ação Direta Antifascista de Novo Hamburgo, que não quis se identificar, contou que os dados foram coletados com ajuda de um jornalista infiltrado nos grupos nazifascistas de Porto Alegre.

“O objetivo do dossiê é chamar atenção das pessoas, porque normalmente isso vai para a polícia e não dá em nada. Tem tenente, deputado envolvido”, afirma. Um dos nomes expostos foi de Fernanda da Cunha Barth, ex-candidata a deputada estadual pelo Novo.

O ativista comentou ainda sobre o apoio das lideranças ao presidente Jair Bolsonaro. “O pessoal mais ligado ao nazifascismo apoia o Bolsonaro, mas o objetivo deles é outro, pregam a supremacia branca. Eles entram nos grupos bolsonaristas e puxam as pessoas para as células deles”, revela.

Ataques neonazistas

O policial antifascista Leonel Radde, do Rio Grande do Sul, denunciou na semana passada que um grupo de extrema-direita composto por neonazistas estaria planejando ataques violentos contra manifestantes pró-democracia e antifascistas no estado.

Nos últimos finais de semana, não só na capital gaúcha, como também em São Paulo, Rio de Janeiro e diversas outras cidades do Brasil, manifestantes antifascistas têm saído às ruas para defender a democracia e fazer frente aos atos antidemocráticos de apoiadores de Jair Bolsonaro.


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