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21 de abril de 2019, 22h56

Guarda Civil de Ouro Preto destrói homenagem a Marielle e dispara: “Liberdade de expressão não é absoluta”

Essa é a segunda vez que um guarda civil de Ouro Preto (MG) pisoteia homenagem a Marielle Franco feita nos tradicionais tapetes de serragem que encerram a Semana Santa na cidade ; corporação subiu o tom em nota oficial: "Liberdade de expressão não é absoluta. O recado já foi dado em 2018"

Reprodução

Guardas Civis Municipais de Ouro Preto (MG) destruíram, na noite deste domingo (21) de Páscoa, uma homenagem a Marielle Franco, vereadora do PSOL assassinada há pouco mais de um ano no Rio de Janeiro (RJ). A homenagem estava em um dos tradicionais tapetes de serragem que são expostos na rua, todos os anos, no encerramento das celebrações da Semana Santa na cidade. Esse é o segundo ano consecutivo que agentes de segurança destroem o tapete em referência à vereadora.

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram um dos agentes pisoteando o tapete de Marielle enquanto turistas e moradores locais protestam com gritos de “Marielle vive” e “ei, Bolsonaro, vai tomar no c*”.

Em nota, a prefeitura de Ouro Preto informou que a ação seguiu as orientações do Santuário de Nossa Senhora da Conceição, que teria solicitado que apenas “tapetes devocionais” fossem confeccionados.

Já a Guarda Civil Municipal, também através de nota, subiu o tom, chegando a afirmar que a “liberdade de expressão não é absoluta”.

“O recado já foi dado em 2018, em 2019 não foi diferente. Respeitem Ouro Preto, nossas tradições”, prossegue o comunicado.

Confira a íntegra.

“O Comando da Guarda Civil Municipal vem publicamente agradecer a todos que contribuíram direita e indiretamente para a gloriosa Semana Santa de Ouro Preto, em especial aos guardas, polícias que bravamente mantiveram a ordem do princípio ao fim.

Quanto ao episódio onde os agentes municipais desmancham desenhos de cunho político entre outros que nenhuma relação possuem com os “tapetes devocionais”, informamos que a liberdade de expressão não é absoluta ainda mais quando outros direitos estão sendo afetados.

O recado já foi dado em 2018, em 2019 não foi diferente. Respeitem Ouro Preto, nossas tradições. Vale salientar que os guardas só desmancharam os tapetes com os pés, porque não tínhamos outro instrumento”.


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