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20 de setembro de 2019, 06h40

Homem é agredido e torturado em supermercado Extra

Semelhante aos casos de tortura que ocorreram nos supermercados Ricoy, uma ex-funcionária do Extra também informou que episódios são recorrentes no estabelecimento

Foto: Reprodução/Redes sociais

Em novo vídeo que circula nas redes sociais, um homem é amordaçado e torturado por seguranças do supermercado Extra do Morumbi, zona sul de São Paulo, após furtar um pedaço de carne. Nas imagens, o torturado aparece sentado e com as calças abaixadas. Então, os seguranças o obrigam a estender as mãos para levar choques elétricos e palmadas com uma vara. Caso aconteceu no início de 2018 e ex-funcionária revelou que prática é comum no local.

No vídeo, as pessoas responsáveis pela tortura obrigam o homem a dizer: “Galera, não rouba mais aqui no Extra Morumbi” e “Eu errei e me ferrei”. Em seguida, os seguranças batem na mão dele duas vezes com um bastão de plástico, mesmo a vítima tremendo e aparentando desespero.

Uma ex-funcionária do Extra relatou que seguranças do próprio supermercado e terceirizados da empresa G8 têm as mesmas práticas dos funcionários do supermercado Ricoy, também na zona sul. Primeiro, abordam os suspeitos que furtam os objetos da loja. Posteriormente, são levados para uma sala onde sofrem as torturas.

Em maio do ano passado, a mesma ex-funcionária presenciou quatro seguranças levando um jovem, que havia furtado  pedaços de queijo, até a sala. Ao escutar os gritos de socorro, ela tentou ajudá-lo, batendo na porta para impedir a agressão. Sem sucesso, ligou para o 190 e fez uma denúncia anônima. A Polícia Militar chegou ao local e levou a vítima de tortura para a delegacia. No entanto, os funcionários permaneceram na loja.

Em nota, o Extra disse que demitiu o funcionário responsável pela tortura e que cancelou contrato com a empresa de segurança responsável pelos funcionários terceirizados da loja.

Confira a nota na íntegra:

Assim que tomou conhecimento do lamentável caso, o Extra iniciou imediatamente uma investigação interna para apurar o ocorrido e tomar as providências necessárias. A rede lamenta profundamente que tal comportamento possa ter ocorrido em uma de suas unidades, uma vez que proíbe categoricamente o uso de qualquer tipo de violência, seja por meio de seu código de ética e conduta e suas políticas internas. Por esse motivo, e a partir das apurações iniciais, decidiu pelo desligamento do responsável pela área de prevenção da loja mencionada. E, ainda, para que esse processo seja conduzido de maneira isenta, a empresa e os seguranças alocados naquela loja foram imediatamente afastados da unidade, até que a investigação interna seja concluída. Acrescenta que, independentemente do resultado da investigação, nada justifica um ato como esse e a empresa tem integral interesse na apuração dos fatos.

 

 

 


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