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12 de novembro de 2019, 15h30

Homem que matou com tiro na cabeça jovem engenheira no trânsito é bolsonarista fanático

Advogado de assassino bolsonarista ainda disse na entrevista que seu cliente teve "um ato de coragem" ao se entregar

Jackson Furlan, o suspeito, e Julia, a vítima. Foto: Reprodução/Montagem

Jackson Furlan, de 29 anos, suspeito de matar a engenheira agrônoma Julia Barbosa de Souza, de 28 anos, é bolsonarista fanático. O carro em que ele estava no momento do crime tem um adesivo escrito Bolsonaro 2022. Jackson ainda aparece em várias fotos nas redes sociais com camisetas com a foto do presidente Jair Bolsonaro (PSL-RJ).

Foto: Reprodução

Porte de armas

Defensor convicto do porte de armas, a ponto do gesto imitando uma ter virado símbolo de sua campanha, Bolsonaro sancionou em setembro o Projeto de Lei 3.715/19, que amplia a posse de arma em propriedades rurais. A medida foi aprovada pela Câmara dos Deputados no dia 21 de agosto.

Foto> Reprodução

Segundo o projeto aprovado pelo Legislativo, fica autorizada a posse de arma em toda a extensão de uma propriedade rural.

“Ato de coragem”

Foto: Reprodução

O suspeito se apresentou à polícia nesse domingo (10), em Sorriso, a 420 km de Cuiabá. Segundo a Polícia Civil, O disparo atingiu a vítima na cabeça. Em um programa de TV, seu advogado afirmou que seu cliente teve “um ato de coragem” ao se entregar.

Jackson compareceu à delegacia acompanhado de dois advogados e, durante o interrogatório, ficou em silêncio. De acordo com a defesa, mesmo tendo conhecimento de que a sua prisão preventiva já tinha sido decretada, o suspeito compareceu espontaneamente à delegacia.

O delegado que investiga o caso, André Ribeiro, afirmou que não houve discussão entre a vítima e o suspeito e que Jackson teria ficado com raiva da lentidão no trânsito.

Segundo André, o suspeito ficou com raiva da lentidão na avenida e passou a perseguir a caminhonete. O suspeito Jackson, também conduzindo uma camionete, se aproximou da traseira do veículo onde estava o casal e começou a buzinar e forçar a ultrapassagem.

“Eles tentaram despistar o suspeito e até conseguiram por um período, mas ele voltou a persegui-los incansavelmente. Não teve discussão, o vidro da porta da caminhonete (no lado do passageiro) estava a todo tempo fechado. Não há argumentos que justifique esse crime”, ressaltou.

O casal foi perseguido pelo motorista por um longo trecho da cidade até que em determinado momento, próximo a um hospital particular localizado na Avenida Brasil, o suspeito sacou uma arma e disparou contra a caminhonete do casal, atingindo Julia na cabeça.

Após efetuar o disparo, ele fugiu em direção a uma rodovia estadual, a MT-242.

Com informações do G1


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