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28 de novembro de 2019, 13h20

Homofobia: Justiça condena a 25 anos mãe que matou filho gay por “levar homens para casa”

Ela teve ajuda de outros dois cúmplices e do padrasto, que carbonizou e ocultou o corpo

A mãe e o padrasto sentados, a vítima e o irmão menor em pé. Foto: Redes sociais

Tatiana Ferreira Lozano Pereira, réu confesso acusada de matar o próprio filho, Itaberli Lozano, de 17 anos, em Cravinhos, no interior de São Paulo, no final de 2016, foi condenada, nesta quinta-feira (28), pelo Tribunal do Júri, a 25 anos e 8 meses de prisão em regime fechado. Ela alegou em depoimento que “não aguentava mais”, pois ele “usava drogas e levava homens para casa”.

Outras dois envolvidos no crime, Victor Roberto da Silva e Miller da Silva Barissa, foram condenados, cada um, a 21 anos e 8 meses de reclusão. As defesas vão entrar com recursos.

Crime foi cometido em casa

Na confissão feita à polícia, Tatiana Lozano Pereira disse que, dois dias antes do crime, Itaberlly teria brigado com ela e saído de casa para ir morar com a avó paterna.

Um dia depois, ele teria voltado para casa e, novamente após uma briga, teria ocorrido o crime, já na madrugada do dia 29 de dezembro. Para a execução, ela contou com a ajuda dos outros dois condenados, Victor e Miller.

Logo depois, ela teria acordado o marido, Alex Canteli Pereira, e contado sobre a morte. Nessa ocasião, teriam tomado a decisão de embrulhar o corpo em um edredon e levá-lo para o canavial.

O julgamento de Alex foi adiado porque seu advogado, que também defendia a mulher, deixou o caso alegando conflito de interesses. Pereira responde pelo crime de ocultação de cadáver.

Tatiana só notificou a polícia sobre o desaparecimento de Itaberli oito dias depois do crime. Foi necessária perícia para a identificação do corpo parcialmente carbonizado.

Durante o processo, o padrasto contou que a mulher havia relatado a ele como havia dado as facadas que mataram o filho. Tatiana foi condenada por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. Ela foi levada para a penitenciária de Tremembé.

O julgamento do padrasto de Itaberli ainda não tem data para ser retomado.

Com informações do Estadão


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