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04 de janeiro de 2020, 08h32

Integralista assume ataque ao Porta dos Fundos, debocha da polícia e revela que foi avisado antes de fugir

"Achavam que fui muito estúpido", disse Eduardo Fauzi, que revelou em entrevista estar na Rússia em busca de um asilo político

Eduardo Fauzi, suspeito do atentado ao Porta dos Fundos (Reprodução)

O integralista Eduardo Fauzi, um dos suspeitos de participar do ataque a bomba à produtora do Porta dos Fundos, confessou em entrevista ao “Projeto Colabora”, nesta sexta-feira (3), que de fato tramou o ato e ainda revelou que está na Rússia em busca de um asilo político.

“Eu sou o candidato típico (ao asilo). Mas a decisão é política. Se não houver interesse político eles não me não me asilam”, disse.

De acordo com o suspeito, ele passou os três primeiros dias de 2020 resolvendo os trâmites para fazer seu pedido de asilo político e revelou ainda que foi avisado com antecedência sobre a ordem de prisão, em um tom de deboche com a polícia. “Achavam que fui muito estúpido pra não cobrir o rosto e não alterar a voz, mas fui conectado o suficiente pra ser avisado do mandado a tempo de viajar pra fora do país”, disparou.

Fauzi é filiado ao PSL, partido pelo qual Jair Bolsonaro se candidatou à presidência, e se diz adepto do integralismo – uma vertente do fascismo no Brasil. Na entrevista ao “Projeto Colabora” ele disse que sua ação contra o Porta dos Fundos não teve qualquer motivação eleitoral ou financeira.

Novo vídeo 

Em um novo vídeo que começou a circular nas redes sociais desde a noite desta sexta-feira (3), Fauzi ataca o ex-presidente Lula, o líder do MTST, Guilherme Boulos, além do humorista Fábio Porchat.

O vídeo foi gravado no mesmo quarto do último vídeo que veio à tona, em que desafia a polícia e chama os integrantes do Porta dos Fundos de “criminosos, marginais, são bandidos”. Na nova mensagem, o suspeito indica que ela foi gravada nos últimos dias, já que cita que “nessa semana” foi encontrado em sua casa no Rio de Janeiro o livro “O imbecil coletivo”, do escritor Olavo de Carvalho.

Ao longo da mensagem, o suspeito fala sobre a chamada “guerra cultural”, cujo um dos principais artífices seria justamente o grupo Porta dos Fundos. Ele ainda minimiza o ataque a bomba à produtora do grupo e diz que o ato não foi um atentado terrorista. “Não houve dano material nenhum, vitima nenhuma, ninguém foi posto em perigo. O que tá sendo julgado ali é dentro de opinião. Porque quando alguém se levanta contra, o sistema bate pesado, se protege como uma máfia”, declara.

“As pessoas estão hiperdimensionando um ato que foi quase que em nada criminoso diante da blasfêmia contra Cristo. Essa, sim, foi criminosa”, completa.

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