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04 de outubro de 2019, 12h42

Interventora da UFGD indicada pelo MEC foge de reunião que ela mesma havia convocado

Comunidade acadêmica da Universidade Federal da Grande Dourados (MS) não aceita a nomeação de Mirlene Damázio para a reitoria temporária da instituição

Fotos: Divulgação

O clima na Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), no Mato Grosso do Sul, continua tenso, em consequência da nomeação de Mirlene Damázio para o cargo de reitora “pro tempore” (temporária). A indicação foi considerada como intervenção do Ministério da Educação (MEC), comando por Abraham Weintraub, pois não respeitou a lista tríplice e, por isso, não ratificou a escolha democrática da comunidade acadêmica.

Mirlene acabou fugindo de uma reunião convocada por ela mesma, na manhã desta sexta-feira (4), após protesto dos alunos.

A reitora temporária tomou a iniciativa de reunir o Conselho Universitário (Couni), depois de suspender o ato do dia 26 de setembro, no qual guardas municipais e policiais militares foram convocados para o prédio da reitoria. Mirlene, então, tentou fazer nova reunião. Contudo, houve protestos e ela cancelou o encontro, fugindo com seus pró-reitores.

Professores, estudantes e funcionários administrativos não aceitam a decisão de Mirlene de cancelar a reunião do dia 26. Na oportunidade, ela não participou, apesar de ser presidente do Couni.

Destituição

Mesmo com o cancelamento, membros da comunidade acadêmica continuaram na sala e chegaram a propor que fosse votada a destituição de Mirlene do cargo.

Na reunião do dia 26, o Couni divulgou uma nota, na qual confirma que não reconhece Mirlene como reitora da UFGD. A comunidade acadêmica exige a nomeação do professor Etienne Biasotto como reitor. Ele venceu a eleição interna, em março, e encabeçou a lista tríplice encaminhada ao MEC.

Com informações de Campo Grande News


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