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28 de maio de 2020, 09h32

Investigações da Polícia apontam que Cabo Flores pode ter sido fuzilado por PMs

As investigações apontaram que o carro usado no assassinato do cabo Flores foi escoltado por outro veículo, cujo dono é um oficial de uma unidade de elite da PM

Foto: Facebook

A Polícia Civil e a PM (Polícia Militar) passaram a acreditar na possibilidade do cabo Fernando Flávio Flores, 38, da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), ter sido morto por colegas de farda. Flores foi assassinado com ao menos 70 tiros em maio do ano passado, no Jardim Satélite, zona sul de São Paulo.

A hipótese ganhou força depois que as investigações apontaram que o carro usado pelos assassinos no dia do crime foi escoltado por um veículo de propriedade de um oficial da corporação. A motivação do crime ainda é incerta e está sendo investigada.

Flores sofreu a emboscada às 6h35, quando tirava um Fiat Doblò verde da garagem de sua casa, na rua Artur Nascimento Júnior. Ele pretendia ir para o trabalho, no quartel da Rota, na avenida Tiradentes, Bom Retiro, no centro.

Dois homens desceram de um carro Hyndai modelo I-30 e o fuzilaram com mais de 70 tiros. Flores teve morte instantânea. Câmeras de segurança da rua filmaram a ação. A mulher e os três filhos do policial acordaram assustados. Vizinhos ficaram em pânico. As imagens foram veiculadas pela imprensa.

Minutos depois do crime, um veículo prata do mesmo modelo usado pelos assassinos, foi encontrado carbonizado na rua José Nicolau de Lima, bairro Jardim Casa Grande, zona sul da capital. Dentro do carro havia cartuchos de fuzil calibre 5.56.

Policiais civis rastrearam todas as câmeras de segurança de trânsito desde a rua Artur Nascimento Júnior até o local onde o veículo Hyndai I-30 foi encontrado.

As investigações apontaram que o carro usado no assassinato do cabo Flores foi escoltado por outro veículo, cujo dono é um oficial de uma unidade de elite da PM.

Investigadores suspeitam que os assassinos eram próximos ao policial porque ele havia mudado sua escala de trabalho apenas dois dias antes do homicídio.

Com informações do UOL


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