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15 de novembro de 2019, 20h21

Irmãos não conseguem reconhecer corpo de menino desaparecido. Família acusa PM

Parentes do garoto acusam policiais militares pelo desaparecimento de Lucas, que saiu para comprar um refrigerante em Santo André e não voltou

Foto: Reprodução R7

A família do adolescente Lucas Eduardo Martins dos Santos, 14 anos, que desapareceu no início da madrugada de quarta-feira, não conseguiu reconhecer com certeza o corpo encontrado por volta das 10h desta sexta-feira (15), numa represa de Santo André, no ABC paulista.

No Instituto Médico Legal, Igor, um dos irmãos, disse que o corpo era de Lucas. Porém, ao vivo no programa Cidade Alerta, da TV Record, Vítor, o outro irmão, afirmou enfaticamente que não se trata de Lucas. Nesse caso, apenas um exame de DNA pode trazer a confirmação.

Família suspeita da PM

Parentes do garoto acusam policiais militares pelo desaparecimento de Lucas, que saiu para comprar um refrigerante em Santo André (ABC) e não voltou. A PM afastou dois agentes preventivamente enquanto o caso é apurado.

Segundo a madrasta do Lucas, ela ouviu a voz do adolescente na viatura dos policiais. A blusa e o boné do menino foram encontrados na rua. Uma tia do menino afirmou que Lucas estava na sua casa, no Jardim Santa Cristina antes de desaparecer. O adolescente ia diariamente ao local para brincar com o primo de 12 anos. Por volta das 23h40, a parente falou para ele retornar para casa.’

“Ele foi para casa, pediu um dinheirinho [ao irmão] para comprar um refrigerante e saiu de novo”. O menino não foi mais visto depois disso, segundo ela.

O irmão do garoto, de 22 anos, afirmou à polícia que, por volta da 1h40, ouviu o barulho da polícia em frente à sua casa, onde vive com o Lucas e com a madrasta.

Ela atendeu aos policiais que, segundo disse, perguntaram os nomes das pessoas que viviam na residência. Os PMs acabaram não entrando na casa e foram embora. Segundo boletim de ocorrência, a madrasta afirma ter ouvido alguém falar “eu moro nessa casa”, pouco antes de abrir a porta.

Protestos

Parentes de Lucas realizaram, ainda na quarta-feira, um protesto perto de onde o jovem foi visto pela última vez. Policiais militares estiveram no local e, segundo moradores da região, jogaram bombas de efeito moral para dispersar as pessoas. Questionada, a PM não confirmou.

Outro protesto foi organizado na tarde desta quinta-feira, na altura do número 500 da avenida São Bernardo, em Santo André (ABC). Familiares e amigos pediram uma resposta sobre o desaparecimento do garoto.

Condepe

Ariel de Castro Alves, conselheiro do Condepe (Conselho Estadual de Direitos Humanos) compareceu ao segundo protesto. Segundo o advogado, o caso é “gravíssimo”. “A PM de São Paulo e o governo do estado devem respostas à sociedade sobre o paradeiro do menino Lucas imediatamente”, afirmou

A SSP (Secretaria da Segurança Pública), afirmou que todas as circunstâncias relacionadas ao desaparecimento do garoto são apuradas por meio de inquérito instaurado pelo Setor de Desaparecimento, pertencente ao Setor de Homicídios de Santo André. “As equipes da unidade policial realizam diligências para localizar o jovem”, diz trecho de nota.

A PM também instaurou um procedimento para apurar o caso e, preventivamente, afastou do serviço operacional dois agentes que foram apontados por testemunhas como supostos participantes da abordagem ao garoto.

A Ouvidoria das polícias afirmou que instaurou um procedimento para acompanhar as apurações feitas pelas polícias Civil e Militar.

Com informações do Yahoo e do  R7


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