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11 de outubro de 2019, 17h42

Jornalista da Globo lamenta financiamento coletivo para custear enterros de jovens mortos nas favelas do Rio de Janeiro

"Em vez de bolsa de estudo, caixão e sepultura. É de uma tristeza profunda. Eu não me conformo", declarou Flávia Oliveira sobre vaquia organizada para custear enterro do jovem Kevin, de 17 anos

Reprodução

A jornalista Flávia Oliveira, colunista do O Globo, usou as redes sociais nesta sexta-feira (11) para lamentar um novo episódio que tem afligido moradores das favelas do Rio de Janeiro. Segundo ela, estão sendo organizados financiamentos coletivos para ajudar a cobrir os custos dos enterros de familiares que tem morrido em meio à política de extermínio promovida pelo governador Wilson Witzel.

“A última da necropolítica do Rio de Janeiro é fazer o povo da favela organizar financiamento coletivo para pagar enterro de jovens assassinados pela polícia”, publicou Oliveira em seu Twitter.

Oliveira diz que sente uma tristeza profunda com o que está acontecendo no Rio de Janeiro. “Em vez de bolsa de estudo, caixão e sepultura. É de uma tristeza profunda. Eu não me conformo”, disse. Ela ainda destaca que o enterro da menina Ágatha Félix, de 8 anos, também foi realizado com ajuda de financiamento coletivo

A última vaquinha feita por moradores foi em razão da morte do jovem Kelvin Gomes Cavalcante, de 17 anos. Kelvin foi morto na favela do Para Pedro na noite desta quinta-feira com 6 tiros de policiais do 41º BPM.

A jornalista Daiene Mendes, do Voz das Comunidades, que acompanhou de perto o processo e ajudou na divulgação, disse que o valor necessário foi atingido. “Pra quem não sabe, geralmente podemos pedir gratuidade no sepultamento através da DPERJ, mas nem sempre isso é garantia de enterro rápido e digno”, disse Mendes.

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