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06 de janeiro de 2020, 16h46

Juíza aciona “União Soviética” para traduzir depoimento de turista ucraniano

O caso aconteceu no Rio de Janeiro após turista ser preso em flagrante furtando loja em shopping

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Na segunda-feira da semana passada (30), um turista ucraniano foi detido no Shopping do Leblon, no Rio de Janeiro, após ser flagrado furtando uma bolsa e um perfume na loja Zara. Como não falava português, foi solicitado por uma juíza de plantão que faria audiência de custódia, um tradutor à “União Soviética”, que foi desmembrada há quase trinta anos.

O caso foi relatado pelo jornalista Tiago Rogero, do jornal O Globo, em seu Twitter e na coluna de Ancelmo Gois. A Rússia chegou a responder o chamado e disse que não poderia atender o pedido por “problemas diplomáticos”, afinal o país está em conflitos com a Ucrânia há mais de cinco anos.  “Seria inviável o envio de um intérprete para um cidadão ucraniano”, disse.

Após a confusão diplomática, o ucraniano foi solto por decisão de desembargador a pedido da Defensoria Pública e irá responder em liberdade. Em ofício, o magistrado criticou a inépcia estatal e a ignorância sobre os conflitos que atingem os dois países e sobre a diversidade linguística entre eles.

Ele ficou preso por cinco dias e ainda aguarda julgamento.

 

 

 


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