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05 de dezembro de 2019, 07h57

Justiça militar condena soldado que ironizou comandante com tapete vermelho

A briga se iniciou por conta do barulho de uma festa na casa do soldado. Os dois eram vizinhos na vila militar do Exército, na cidade de Palmas

Reprodução

O Superior Tribunal Militar (STM) condenou, por unanimidade, um subtenente do Exército por comportamento “desrespeitoso” em relação a um coronel. Os dois eram vizinhos na vila militar do Exército, na cidade de Palmas, em Tocantins. A briga se iniciou por conta do barulho de uma festa na casa do soldado.

O Ministério Público Militar (MPM) conta na acusação que, em novembro de 2016, o coronel sentiu-se “incomodado com o barulho proveniente de uma festa na casa do subtenente” e tentou, por três vezes, solicitar “que o proprietário da casa diminuísse o volume do som, pois estava contrariando norma interna da vila militar”.

No entanto, por volta das 19h, chateado pelas intervenções, o denunciado ligou uma caixa de som em volume alto e a posicionou virada diretamente para a residência do comandante. Mais tarde, o militar retornou à residência do coronel e desta vez estendeu um tapete vermelho e colocou um pneu em frente à entrada da garagem da residência do coronel.

Enquanto o STM condena por unanimidade casos que envolvem “desrespeito” a uma autoridade das Forças Armadas, os mesmos ministros recuam quando o tema envolve mortes de inocentes por militares. A maioria Corte concedeu liberdade, em maio deste ano, para nove dos 12 militares envolvidos no fuzilamento da família do músico Evaldo dos Santos Rosa. O crime aconteceu em abril, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

O processo está na fase de instrução probatória, com a realização de oitivas de testemunhas indicadas pela defesa. Segundo o Comando Militar do Leste, os envolvidos no caso foram afastados de operações e atividades com o emprego de armamento.


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