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16 de fevereiro de 2020, 14h36

Justiça proíbe caminhoneiros de parar na segunda-feira (17)

Caminhoneiros autônomos fizeram uma assembleia no sábado (15) anunciando a paralisação no Porto de Santos

Reprodução

A Justiça Federal proibiu neste domingo (16), em caráter provisório, o Sindicam (Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários Autônomos) de bloquear o acesso ao Porto de Santos na segunda-feira (17). A decisão estipula multa diária de R$ 200 mil caso haja descumprimento da medida. Caminhoneiros autônomos fizeram uma assembleia em Santos no sábado (15) anunciando a paralisação.

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Em vídeo que circulou nas redes sociais neste sábado (15), o presidente do Sindicam, Alexsandro Viviani, anunciava que a greve duraria 24 horas, com início a partir de 0h da segunda e aconteceria no Porto de Santos. Dentre os principais questionamentos da assembleia dos caminhoneiros da Baixada Santista, estão: o piso mínimo de frete, o preço dos combustíveis e a perda de trabalho no Porto.

No vídeo, Viviani também fala no desmonte do Porto de Santos, que enfrentará o corte de oito mil postos de trabalho. “Queremos mostrar para o governo federal que somos unidos aqui e que não vamos permitir a perda de trabalho no Porto”, disse.

A decisão judicial, proferida pelo juiz Roberto da Silva Oliveira, afirma que o bloqueio poderia inviabilizar ou atrapalhar uma operação da Codesp, agendada também para a segunda, que tem o objetivo de evitar uma possível proliferação do coronavírus “com possível contágio de tripulantes em navio que atracou em portos chineses”.

O anúncio de greve dos caminhoneiros da Baixada Santista foi feito no mesmo dia em que a Associação Nacional dos Transportadores Autônomos do Brasil (ANTB) anunciou que a categoria vai aderir e prestar total apoio à greve nacional dos petroleiros, que já dura 15 dias e paralisou 114 unidades do sistema Petrobras. Em carta publicada no site da Sindipetro, os caminhoneiros também lançam campanha para avançar na luta contra a política de preços dos combustíveis adotada pela Petrobras.


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