LG comunica fechamento de fábrica em Taubaté: 700 empregados serão demitidos

Após fim da produção de celulares na unidade, setor de notebooks e monitores será transferido para Manaus, por questões de incentivo fiscal. Dos mil funcionários no interior paulista, empresa deve manter apenas os 300 que atuam no call center

A empresa de eletrônicos LG comunicou ao Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté (Sindmetau) nesta terça-feira (6) que vai fechar a fábrica localizada no interior paulista, demitindo todos os 700 funcionários.

Após anunciar o encerramento da produção de celulares na fábrica, a LG comunicou que toda a empresa será desativada e as linhas de produção de notebooks e monitores serão transferidas para Manaus em razão dos incentivos fiscais no estado do Amazonas.

“A LG posicionou que é única e exclusivamente por conta dessa questão do ICMS. Por conta de não ter incentivos no estado de São Paulo, e em Manaus ter os incentivos”, disse Cláudio Batista, presidente do Sindimetau.

Segundo o sindicato, a posição da empresa ameaça os empregos de 700 trabalhadores – 400 do setor de celulares e 300 da linha de monitores e notebooks. No total, a LG conta com aproximadamente mil funcionários em Taubaté.

Ainda durante a reunião, a empresa sinalizou que o único setor mantido na cidade deve ser o de call center/service, que conta com 300 trabalhadores.

Na reunião, a LG disse que há possibilidade de realocação de trabalhadores de Taubaté para Manaus, mas não apontou a quantidade.

O Sindicato terá mais três reuniões com a empresa até a próxima sexta-feira (9).

Segundo o presidente do Sindmetau, neste momento a negociação com a empresa abrange 10 pontos, em temas como plano médico, PLR, indenização e qualificação profissional. “Vamos tentar construir um acordo para que possa ser apresentado para deliberação dos trabalhadores”, afirma Cláudio.

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Plinio Teodoro

Jornalista, editor de Política da Fórum, especialista em comunicação e relações humanas.

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