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27 de setembro de 2019, 15h44

Lula se solidariza com família da menina Ágatha e critica “insanidade” de Witzel

"É injustificável a tentativa do governo de justificar a insanidade mental que tomou conta do Governo do Rio de Janeiro. [...] Já são cinco [crianças] que morreram este ano", declarou Lula

Foto: Ricardo Stuckert

Em entrevista concedida ao Jornal GGN, o ex-presidente Lula comentou sobre a morte da menina Ágatha Félix, de 8 anos, declarando-se solidário aos familiares da menina e criticando a atuação do governo do Rio de Janeiro. Ágatha foi assassinada no final de semana vítima de um tiro de fuzil da Polícia Militar, no Complexo do Alemão, enquanto voltava para casa com sua família.

“Queria, primeiro, pedir licença a vocês para me solidarizar aqui com a família da menina Ágatha , sobretudo com o avô dela, porque quando eu vi na televisão ele gritando, eu lembrei muito da morte do meu neto e eu acho que é injustificável a tentativa do governo de justificar a insanidade mental que tomou conta do governo do Rio de Janeiro. Por isso a minha solidariedade à família da menina. E já são cinco [crianças] que morreram este ano”, declarou o ex-presidente.

Arthur, de 7 anos, faleceu no dia 1º de março deste ano e o presidente Lula quase foi impedido de ir ao enterro do neto. Em mensagens vazadas, os procuradores da Vaza Jato chegaram a debochar do sofrimento da família do ex-presidente.

Witzel insano

Como ressaltou o ex-presidente, a morte da menina se juntou a outras quatro crianças que foram vítimas da política de segurança de Witzel, considerada de extermínio. A morte de Ágatha se soma às inúmeras outras, principalmente de negros e pobres moradores de comunidades, que vêm aumentando desde que Wilson Witzel assumiu como governador do Rio de Janeiro.

Ao comentar o caso, o governador disse que a PM age com inteligência e declarou que a “política de segurança pública está correta. Quem não está de acordo, que saia”. Witzel é entusiasta de uma política de segurança agressiva, e causou polêmica ainda no ano passado, quando disse que a polícia sob seu comando vai “mirar na cabecinha e fogo”. Ele já chegou, inclusive, a lamentar por não poder disparar mísseis em comunidades do Rio.

O assassinato de Ágatha ganhou grande repercussão. Diversas manifestações foram realizadas no Complexo do Alemão e uma na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ). A hashtag #ACulpaEDoWitzel também ganhou grande destaque nas redes sociais e o candidato à presidência pelo PT em 2018, Fernando Haddad, chegou a pedir o impeachment do governador, que ele chamou de assassino.

 


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