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22 de fevereiro de 2020, 11h55

Mais quatro barragens da Vale correm alto risco de rompimento em Minas Gerais

Segundo Agência Nacional de Mineração, as construções apresentam falhas estruturais em decorrência da falta de manutenção e monitoramento, e estimam que isso se deve à negligência da empresa, cujos técnicos “não possuem o devido preparo”

Barragem corre risco máximo de romper em Nova Lima (Foto: MPMG)

Um informe da ANM (Agência Nacional de Mineração) advertiu que há quatro barragens da Vale no estado de Minas Gerais que estão em risco de romper a qualquer momento.

As barragens em questão são: Sul Superior, na região de Barão de Cocais, B3/B4, próxima à comunidade de Macacos, na cidade de Nova Lima, além de Forquilha I e Forquilha II, ambas em Ouro Preto.

Segundo o órgão regulador, as construções apresentam falhas estruturais em decorrência da falta de manutenção e monitoramento, e estimam que essa negligência já dura ao menos um ano.

As informações sobre as foram apresentadas em uma audiência na Justiça Federal em Belo Horizonte, nesta sexta-feira (21). Em sua defesa, a Vale assegurou que realiza inspeções regulares em suas barragens, e que trabalha para permitir o acesso controlado nas estruturas. Na quinta-feira (20) técnicos da mineradora se encontraram com representantes da Amig (Associação dos Municípios Mineradores de Minas Gerais) e garantiram que as obras de contenção de barramentos nas barragens críticas estarão concluídas até junho.

No entanto, suas alegações são desmentidas pelo informe da ANM, que alerta para o risco iminente de novos rompimentos de barragens em Minas Gerais, tão ou mais graves que os ocorridos em Mariana (2015) e Brumadinho (2019).

Na avaliação da agência, os profissionais que estão sendo usados em operações de vistorias aéreas não possuem o preparo necessário para a função.


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