Fórumcast #20
06 de novembro de 2017, 18h35

Mais uma fake news desconstruída: Viral dava conta que o MST estava destruindo torres de energia

Na verdade, o vídeo mostra um grupo de pessoas revoltadas com as frequentes quedas de energia na região de Correntina, na Bahia. Não há nenhuma relação com o MST.

Na verdade, o vídeo mostra um grupo de pessoas revoltadas com as frequentes quedas de energia na região de Correntina, na Bahia. Não há nenhuma relação com o MST.

Da Redação*

Mentiras e notícias falsas estão cada vez mais ganhando espaço nas redes sociais e em grupos de Whatsapp. A última, devidamente desmascarada, circulou na internet, acompanhada de um vídeo, e dizia que integrantes do Movimentos dos Sem Terra (MST) estariam destruindo torres de geração de energia elétrica para que grandes agricultores não produzissem e entrassem em falência.

“O MST já está destruindo as torres de energia do Rio Grande do Sul para que os grandes agricultores não produzam alimentos, para irem à falência e o governo tomar suas terras”, diz o mais do que improvável texto. Junto, aparecem imagens de pessoas destruindo a tal torre de transmissão.

Outra versão da história, veiculada por grupos contrários ao MST, dá conta de que o caso ocorreu na Bahia e foi organizado pelo movimento. Ou seja, duas versões para a mesma história, uma dizendo que o fato era no Rio Grande do Sul e outra na Bahia.

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Na verdade, o vídeo foi gravado em 2 de novembro de 2017, na Bahia. Ou seja, a versão do Rio Grande do Sul, totalmente falsa, já foi descartada. O que, de fato, o vídeo mostra aconteceu na fazenda Igarashi, em Correntina, na Bahia. Segundo informações do G1, moradores da região, revoltados com as frequentes quedas de energia elétrica na cidade, supostamente atribuídas à atividade da fazenda, realizaram um protesto.

Um grupo mais exaltado começou a quebrar as coisas, inclusive as torres. No entanto, em momento algum foi levantada a hipótese de que tenha sido o MST a promover o ato. Ninguém, nem os representantes da fazenda, acusaram ou citaram o nome do MST. Um resumo: mais uma fake news desmascarada.

*Com informações do boatos.org e do G1

Foto: Divulgação/Polícia Militar


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