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11 de dezembro de 2019, 17h02

Major que presenteou Moro com escultura de cartuchos já chegou a ser afastado da PM

Em julho de 2015, Marcelo Corbage, então subcomandante do Bope, esteve envolvido em um caso de corrupção; no entanto, foi absolvido no Inquérito Policial Militar, no mesmo ano

Foto: Reprodução

O ex-subcomandante do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), Marcelo Corbage, esteve presente, nesta segunda-feira (9), à entrega a Sérgio Moro de uma peça com cerca de 2,5 mil cartuchos deflagrados, com a reprodução do rosto do ministro da Justiça e a expressão Lava Jato.

Em julho de 2015, o major Corbage e mais cinco integrantes da tropa de elite da Polícia Militar (PM) do Rio de Janeiro chegaram a ser expulsos por envolvimento em um caso de corrupção. Eles eram suspeitos de roubar dinheiro de uma das maiores quadrilhas de tráfico de drogas que atuavam na capital, durante uma operação policial.

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Segundo as investigações, no dia 21 de junho, o Bope fez uma operação no Morro da Covanca, na Zona Oeste do Rio. Quatro pessoas morreram durante a ação policial.

Uma testemunha contou ao disque-denúncia que os policiais da tropa de elite apreenderam R$ 1,8 milhão dos traficantes. No entanto, ao registrar a ocorrência na delegacia, nenhuma quantia foi entregue pelos PMs.

O afastamento dos seis policiais do Bope foi confirmado à época no boletim interno da PM. Além de Corbage, estiveram envolvidos o major João Rodrigo Teixeira Sampaio, o capitão Renato Roberto Soares Junior, o cabo Álvaro Luiz Ferreira e os soldados Flávio da Silva Alves e Fábio Vidal Pedro.

Absolvição

Contudo, em dezembro de 2015, Corbage foi absolvido no Inquérito Policial Militar (IPM), que apurava o envolvimento dos seis PMs no desaparecimento do dinheiro.

A conclusão do inquérito foi publicada no Boletim Interno na PM. Curiosamente, a Corregedoria não constatou indício de crime, nem transgressão de disciplina por parte de Corbage.

Da mesma forma, não encontrou crime de competência da Justiça Militar por parte dos outros envolvidos. No entanto, a investigação apontou, apenas, infração penal comum por parte de dois PMs.


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