Seja #sóciofórum. Clique aqui e saiba como
30 de dezembro de 2019, 17h31

Manchas de petróleo reaparecem nas praias do Ceará após dois meses

Segundo Rivelino Cavalcante, professor do Instituto de Ciências do Mar (Labomar) da Universidade Federal do Ceará (UFC), o reaparecimento do material é preocupante. "Já era para ele [o óleo] estar mais decomposto, no nível de micropartículas, ou até no nível molecular, no tamanho que não seria visto tão fácil a olho nu"

Manchas de óleo reparecem no litoral do Ceará (Reprodução)

Manchas de petróleo voltaram a ser identificadas no litoral do Ceará nesta segunda-feira (30). O material não era visto nos locais atingidos desde outubro. As praias atingidas são as de Caetanos de Cima e Caetanos do Baixo, em Amontada e a Barra do Poço Velho, em Itapipoca, região do litoral oeste do Ceará.

Pescadores das comunidades atingidas divulgaram vídeos nas redes sociais mostrando o óleo encontrado, que foi maior do que na ocorrência anterior.

Segundo a Rede de Turismo Comunitário de Caetanos de Cima, o óleo “já tinha aparecido no início de outubro, só que era em pouquíssima quantidade. Dessa vez tem mais”. A comunidade é formada maioritariamente por pescadores e artesãos, com existência importante do turismo comunitário. Portanto, o aparecimento do óleo afeta diretamente as atividades econômicas no local.

A Rede diz que já informou a Marinha e a Autarquia do Meio Ambiente de Amontada e aguarda intervenção: “Estamos à espera dos órgãos responsáveis e orientando os visitantes e comunitários a não tomarem banho de mar, nem a limparem sem equipamentos”.

Segundo Rivelino Cavalcante, professor do Instituto de Ciências do Mar (Labomar) da Universidade Federal do Ceará (UFC), o reaparecimento do material é preocupante e se deve ao fenômeno da ressaca. “Já era para ele [o óleo] estar mais decomposto, no nível de micropartículas, ou até no nível molecular, no tamanho que não seria visto tão fácil a olho nu. Isso evidencia que há muito material”, disse ao G1

Cavalcante explicou que, provavelmente, o material estava assentado no assoalho oceânico e, agora, é remobilizado pelo fenômeno da ressaca.
Em novembro, o Ibama passou a considerar áreas de menor faixa de areia para registrar a presença do óleo, o que aumentou o número de ocorrências contabilizadas. No dia 27 de dezembro, três localidades do Ceará apresentavam até 10% de contaminação por óleo: Praia do Cumbuco, em Caucaia; Lagoinha, em Paraipaba; e Pontal do Maceió, em Fortim.

Notícias relacionadas


Quantas matérias por dia você lê da Fórum?

Você já pensou nisso? Em quantas vezes por dia você lê conteúdos esclarecedores, sérios, comprometidos com os interesses do povo e a soberania do Brasil e que têm a assinatura da Fórum? Pois então, que tal fazer parte do grupo que apoia este projeto? Que tal contribuir pra que ele fique cada vez maior. Bora lá. Apoie já.

Apoie a Fórum