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11 de dezembro de 2019, 10h36

Mesmo sem os dados do baile funk, batalhão da PM de Paraisópolis é o segundo com mais mortes da capital

Quando forem somadas as mortes de Paraisópolis, a tendência é de que o 16.º BPM/M feche o ano liderando as estatísticas de letalidade na cidade de São Paulo

Reprodução/Twitter @logricaantunes

Mesmo sem os dados da chacina, ocorrida no domingo (1º), o batalhão responsável pela operação no baile funk de Paraisópolis, na zona sul, o 16.º Batalhão da Polícia Militar (BPM/M), é a segunda tropa territorial com mais mortes na cidade de São Paulo em 2019.

Os dados são da Ouvidoria da Polícia e apontam que, ao menos 14 civis morreram em ocorrências do batalhão no período entre janeiro e novembro deste ano. Quando forem somadas as mortes de Paraisópolis, a tendência é de que o 16.º BPM/M feche o ano liderando as estatísticas de letalidade na cidade de São Paulo.

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Cabe ao 16.º BPM/M patrulhar regiões do Morumbi, na zona sul, e do Butantã, Jaguaré e Rio Pequeno, na zona oeste, além de Paraisópolis.

O caso do baile funk de Paraisópolis é tratado como homicídio pelo Ministério Público (MPE-SP) e o entendimento deve ser adotado pelo órgão de fiscalização da polícia.

Hoje, o batalhão  mais letal da capital é o 28.º BPM/M, que atua em Guaianases, na zona leste, e registrou 17 mortes durante suas ações. Em novembro, a tropa também teve uma operação contestada em um baile funk, após uma jovem de 16 anos ser atingida por um disparo de bala de borracha no olho esquerdo e perder a visão.

O ranking da Ouvidoria, no entanto, deixa de fora ocorrências que envolvam as Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), tradicionalmente a tropa que mais mata em São Paulo. Já se for considerado o Estado inteiro, a liderança dos casos fica com o 2.º Baep (Santos), com 27 casos.

“São batalhões que chamam atenção pelo alto dado de letalidade, comparado a outras regiões”, afirma o ouvidor, Benedito Mariano. “Os índices indicam que precisa haver um acompanhamento mais de perto.”

Em Paraisópolis, moradores relatam uma escalada da violência policial após a morte do sargento Ronaldo Ruas, há pouco mais de um mês. Lotado no 16.º Batalhão, o PM foi baleado em serviço. No confronto, um dos criminosos morreu – outros dois estão foragidos.

Denúncias feitas à Ouvidoria e à Defensoria Pública, entretanto, demonstram que o batalhão já figurou entre os mais violentos em ocasiões anteriores. Em 2017, ano que a PM bateu recorde de letalidade em São Paulo, essa tropa ficou em segundo lugar no ranking da Ouvidoria, com 18 mortes, ao todo.

Com informações do Estadão


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