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15 de abril de 2019, 08h07

Morador de Manguinhos, porteiro da Fiocruz teria sido assassinado por sniper, diz laudo

Exame cadavérico mostra que o tiro que o atingiu veio de cima, o que reforça os indícios do Ministério Público e da própria Polícia Civil de que Rômulo Oliveira da Silva foi morto por um sniper

Rômulo Silva teria sido morto por um sniper na comunidade de Manguinhos, no Rio (Reprodução)

Reportagem de Rafael Soares, na edição desta segunda-feira (25) do jornal Extra, revela que Rômulo Oliveira da Silva, de 37 anos, teria sido assassinado por um tiro feito por snipers – os atiradores de elite da polícia fluminense – na comunidade de Manguinhos, na Zona Norte do Rio de Janeiro, no final de janeiro.

Rômulo, que trabalhava como porteiro da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), foi baleado no peito no dia 25 de janeiro quando levava sua moto para conserto em uma região de Manguinhos. Ele foi levado para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas não resistiu aos ferimentos.

Segundo a reportagem, o exame cadavérico mostra que o tiro que o atingiu veio de cima, o que reforça os indícios do Ministério Público e da própria Polícia Civil de que Rômulo foi morto por um sniper.

No momento em que foi baleado, Rômulo estava tentando estacionar sua moto e seu tronco estava na posição vertical, de acordo com o relato de sua irmã, Leidelene de Oliveira.

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“Pouco antes do Rômulo ser atingido, outro morador foi baleado ali no mesmo local. Quando o Rômulo passou por ali, em direção ao mecânico, as pessoas alertaram que eles estavam dando tiro na torre da Cidade da Polícia e ele tentou parar para estacionar, mas foi atingido, quando estava de frente para a torre”, conta a jovem, de 22 anos. A Cidade da Polícia é um complexo de delegacias especializadas da Polícia Civil que fica na frente da favela.

Leia a reportagem completa


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