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05 de setembro de 2019, 07h08

Moro manda PF investigar filme caseiro de ficção do YouTube sobre sequestro da filha para libertar Lula

Na descrição do filme, os autores escrevem que a peça é uma apologia ao pacifismo, à civilização e à democracia. "O filme critica, esculacha e repudia a luta armada, se alguém não conseguiu entender o óbvio", completam

Cena do filme "Operação Lula Livre". (Foto: Reprodução/YouTube)

O ministro da Justiça, Sergio Moro, mandou a Polícia Federal investigar os autores de um curta-metragem caseiro de ficção, chamado “Operação Lula Livre”, que conta a história de um casal que sequestra a filha do ex-juiz, retratado como “Sergio Mauro”, em troca da libertação do ex-presidente Lula, identificado como “Luiz Jararaca da Silva”. O curta, de 14 minutos, foi publicado no canal Cactos Intactos do YouTube em 20 de agosto, mas não está mais no ar.

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Na abertura do filme, dois personagens levam uma adolescente vestida com uma camiseta do Brasil dentro do porta-malas de uma caminhonete para um esconderijo. Bandeiras e cartazes com dizeres de “Lula Livre” e “Fora Bolsonaro” estão pregados nas paredes do local.

Os sequestradores, que se tratam como “companheiros”, acompanham a repercussão do sequestro pelo noticiário: “Foi sequestrada essa manhã, a filha do ministro da insegurança, Sergio Mauro. Os sequestradores exigem a libertação imediata do ex-presidente Luiz Jararaca da Silva”.

Em conversas com a adolescente, o casal cita os diálogos atribuídos ao ex-juiz e a procuradores da força-tarefa da Lava Jato divulgados pelo site The Intercept Brasil como prova da inocência do ex-presidente e pedem que o ministro conceda o exílio para Lula, preso na sede da PF em Curitiba.

O filme
Na descrição do filme, os responsáveis dizem que a peça é uma apologia ao pacifismo, à civilização e à democracia. “O filme critica, esculacha e repudia a luta armada, se alguém não conseguiu entender o óbvio”, completam.

No canal dos responsáveis, atualmente consta apenas vídeos com leituras do roteiro do filme. O link que levava ao curta-metragem diz que o vídeo está “indisponível”. Outros canais, no entanto, já copiaram e subiram a produção. Veja abaixo:

 


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