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01 de outubro de 2018, 15h11

Moro quebra sigilo da delação de Palocci às vésperas das eleições

Na delação, Palloci repete acusações feitas em depoimentos anteriores, sem apresentar provas, de supostas indicações na Petrobras - já negadas por Lula e Dilma.

Foto: Lula Marques / AGPT

Faltando menos de uma semana para as eleições presidenciais, o juiz Sergio Moro quebrou nesta segunda-feira (1º) o sigilo de parte da delação do ex-ministro Antonio Palocci à Polícia Federal. A informação é da coluna de Monica Bergamo, na Folha de S.Paulo.

Segundo a reportagem, Moro incluiu as informações delatadas por Palocci na ação penal do Instituto Lula. No despacho, o juiz teria descrito que “examinando o seu conteúdo, não vislumbro riscos às investigações em outorgar-lhe publicidade”.

Os benefícios acertados por Palocci também se tornaram públicos. Entre eles, o ex-ministro terá que pagar multa de R$ 35 milhões e teve redução de 2/3 da pena.

Indicações na Petrobras
Em um dos anexos, Palocci detalha um suposto esquema de indicações para cargos na Petrobras durante o governo Lula.

Ele relata uma reunião no Palácio do Planalto com a presença do então presidente na qual, segundo diz, teria sido acertado o pagamento de R$ 40 milhões em propina para a campanha de Dilma Rousseff em 2010. Ela estaria presente.

As afirmações já tinham sido feitas em depoimentos anteriores por Palocci. Lula e Dilma negaram as acusações.


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