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21 de setembro de 2019, 15h13

Morre organizador de parada LGBTI baleado na porta de casa durante operação da PM

Yuri Piettro foi baleado nas costas durante operação da PM no fim de agosto, em Bangu, Zona Oeste do Rio de Janeiro

Reprodução/Facebook

Por Felipe Martins, do Rio Gay Life

Morreu na manhã desta sexta-feira (20) um dos organizadores da Parada LGBTI+ de Bangu, Yuri Ferreira, mais conhecido como Yuri Piettro.

Ele foi baleado nas costas durante operação da PM no fim da noite do dia 23 de agosto na comunidade Vila Aliança, em Bangu, Zona Oeste do Rio. Yuri foi levado para o Hospital Albert Schweitzer, onde permanecia internado na UTI, e acabou morrendo nesta manhã.

“Eu estou arrasada. Tinha tanta coisa pra falar com ele. Era uma notícia que eu não imaginava receber”, disse, aos prantos, a amiga Bárbara Sheldon.

Uma ação policial acontecia no momento que o jovem de 23 anos foi atingido. Amigos da vítima afirmam que policiais em um blindado da Polícia Militar (mais conhecido como Caveirão) chegaram atirando e uma das balas atingiu Yuri quando estava na porta de casa. A família do ativista tem um trailer do outro lado da rua onde são vendidos lanches

Ouvida pelo jornal ‘O Globo’, uma amiga afirmou que os policiais chegaram a suspeitar que o rapaz seria bandido e queriam levá-lo para a unidade de saúde no caveirão. Os familiares impediram a ação da PM.

Ele foi levado por amigos para o Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, também na Zona Oeste, onde acabou morrendo nesta manhã. A Secretaria Municipal de Saúde confirmou a morte do rapaz, mas não forneceu maiores informações. Além do trabalho de militância na Zona Oeste, Yuri também era professor de dança e esteticista.

Na versão da Polícia Militar, o jovem foi encontrado caído após o encerramento da ação que visava impedir a realização de eventos irregulares. A PM afirma que os policiais militares foram recebidos a tiros e houve confronto. A PM instaurou um Inquérito Policial Militar para apurar as circunstâncias do fato.

Nas redes sociais do ativista, mensagens de revolta e solidariedade foram postadas. “E aí Governador Witzel… ??? KD o fuzil ??? Não era só qm tivesse de fuzil ??? E agora ??? Trabalhador, professor com seus impostos a pagar.. e aí Governador vai descer de helicóptero e comemorar tbm?”, escreveu um rapaz no Facebook.


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