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23 de dezembro de 2019, 19h51

Movimento Passe Livre volta às ruas contra o aumento da tarifa nos transportes em SP

O MPL é o mesmo grupo que organizou as primeiras manifestações que, depois, culminaram nas chamadas "jornadas de junho" de 2013; passagens em São Paulo aumentarão para R$4,40

Foto: MPL

Menos de três dias após o anúncio da prefeitura da capital e do governo do estado de São Paulo sobre o aumento das tarifas no transporte público, o Movimento Passe Livre (MPL) divulgou a convocação de uma manifestação contra o reajuste.

A partir de janeiro, o bilhete unitário de trens, ônibus e metrô, que atualmente custa R$ 4,30, passará a custar R$ 4, 40. Já a integração entre os modais subirá de R$ 7,48 para R$ 7,65.

“Mesmo com a crise e o desemprego, os playboys Doria e Covas anunciaram mais um aumento. Eles dizem que foi abaixo da inflação… mas se os aumentos seguissem sempre a inflação, hoje a tarifa teria que ser reduzida, não subir ainda mais. E como o transporte é um direito, a tarifa nem deveria existir”, diz a convocatória do ato, marcado para o dia 7 de janeiro, às 17h. O local ainda não foi definido.

No evento da manifestação que vem sendo divulgado pelas redes sociais, o MPL denuncia que o aumento vem ainda após um ano de cortes na integração do vale-transporte, redução da frota de ônibus e negação do passe livre para estudantes de cursinhos populares.

O Movimento Passe Livre realiza anualmente atos contra o aumento das tarifas no transporte e ganhou projeção nacional em 2013, quando encabeçou as primeiras manifestações que acabaram sendo apropriadas por outros movimentos se transformando nas chamadas “jornadas de junho”, reunindo quase que diariamente milhares de pessoas nas ruas contra o sistema político vigente no país.

Saiba mais sobre o protesto contra o aumento das tarifas aqui.

 

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