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07 de maio de 2020, 18h10

Mulher espancada em ônibus por tirar a máscara é hospitalizada; mãe se indigna: “Minha filha não é bicho”

Caso que viralizou nas redes sociais aconteceu em Salvador; imagens mostram mulher sendo espancada e expulsa de ônibus por retirar a máscara de proteção ao passar mal

Reprodução

Cíntia Santos, a jovem que foi espancada e expulsa de um ônibus em Salvador (BA) na última terça-feira (5) pelo fato de ter retirado a máscara de proteção, foi hospitalizada por conta do ferimento das agressões e pelo estado que ficou depois do ocorrido. Ela hipertensa e cardiopata.

O caso ganhou repercussão nesta quarta-feira (6), quando as imagens da agressão começaram a circular nas redes sociais. O vídeo mostra Cíntia sendo expulsa do veículo aos tapas e pontapés.

Nesta quinta-feira (7), a mãe de Cíntia, Diamantina Santos, falou com o portal G1 sobre a agressão à sua filha. Ela se mostrou indignada com o ocorrido.

“Eu queria perguntar a essas pessoas: ‘Tu tem mãe? Tu tem filhos?’ As pessoas que estavam dentro desse ônibus, tem alguma que é mãe? Tem alguma que é vó? Parece que não tinha gente dentro desse ônibus, parece que tinha um bocado de pitbull, aí entrou um cachorro vira-lata e aí os pitbulls foram para cima e fizeram aquilo. Minha filha não é cachorro. E se ela fosse um cachorro, não poderia ser tratada assim. Porque eu tenho cachorro e não trato meus cachorros assim”, desabafou Diamantina.

“Minha filha não é bicho, não, gente”, completou.

De acordo com relatos de testemunhas, a jovem usava máscara quando entrou no coletivo. Ao passar pela catraca, no entanto, resolveu tirar o acessório de segurança e disse que estava passando mal. Outras pessoas dizem que ela teria espirrado, o que motivou as agressões.

O uso de máscaras em transporte público é obrigatório em Salvador desde março. A secretaria municipal de Políticas para Mulheres, no entanto, se colocou frontalmente contra a reação dos outros passageiros.

“Ela se encontra hospitalizada e nós da SPMJ, da prefeitura de Salvador, já entramos em contato com a família e estamos dando toda assistência psicossocial a essa família. Vale sinalizar, nesse momento, que a violência sofrida, apesar de não ser uma violência de gênero especificamente, é uma violência cometida contra uma mulher. A gente sabe que, infelizmente, ela cometeu a desobediência ao decreto municipal, mas que não enseja de forma alguma a violência como resposta. Os agressores também cometeram violência sim, cometeram crime de lesão corporal e nada justifica”, afirmou a titular da pasta, Rogéria Santos.

A Polícia Militar ainda tenta localizar os agressores.


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