Mulher que fez ataque em padaria vira ré por injúria racial e homofobia

Justiça aceitou denúncia contra Lidiane Biezok, manteve sua prisão domiciliar e negou pedido da defesa para exame de insanidade

A Justiça de São Paulo tornou ré por injúria racial, homofobia e lesão corporal a mulher filmada enquanto ofendia e agredia clientes e funcionários em uma padaria da cidade de São Paulo. Lidiane Brandão Biezok agora responde a processo judicial e teve sua prisão domiciliar mantida. A decisão foi proferida na terça-feira (1º), em denúncia feita pelo Ministério Público.

Lidiane alega que sofre de transtornos psiquiátricos e, por isso, teria tido o ataque, filmado e compartilhado em redes sociais. Sua defesa pediu que ela passasse por exame de insanidade. No entanto, a juíza Carla de Oliveira Pinto Ferrari, da 20ª Vara Criminal de SP, recusou o pedido.

A promotora Martha Dias escreveu na denúncia aceita pela Justiça que, segundo o apurado, Lidiane entrou na padaria já alterada. Então, passou a ofender a atendente Luane da Silva Lopes e o balconista Osvaldo da Silva Santana.

Clientes do estabelecimento, Kelton Campos Fausto e Ricardo Boni Gattai Siffert tentaram intervir e foram vítimas de ofensas de cunho racista e homofóbico proferidas pela mulher. Siffert chegou a ser atingido na cabeça por um porta-guardanapos de acrílico arremessado por ela.

Como foi

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Lidiane insulta dois rapazes com ataques homofóbicos. Ela seguiu um deles pela padaria e jogou objetos contra ele.

Abordada por funcionárias no caixa, a mulher faz mais ataques homofóbicos. “Eu não estou falando porra nenhuma. Isso aqui é uma padaria gay?”, indaga.

De acordo com o boletim de ocorrência, a mulher, que se identificou como advogada, passou a ofender uma garçonete e um funcionário da padaria por não ter ficado satisfeita com a comida. Dois rapazes que jantavam no local teriam defendido os funcionários e a mulher passou a proferir ataques homofóbicos contra eles, chamando de “viados”

Segundo o relato, Lidiane chegou a dizer que os “gays seriam o mal do mundo e que seriam todos aidéticos e que só serviam para passar doenças”.

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Fabíola Salani

Graduada em Jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo. Trabalhou por mais de 20 anos na Folha de S. Paulo e no Metro Jornal, cobrindo cidades, economia, mobilidade, meio ambiente e política.

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