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14 de fevereiro de 2020, 22h42

Multas do Ibama para assassinos de Dorothy Stang prescreveram ou ainda não foram pagas

Regivaldo Pereira Galvão, o Taradão, e Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, receberam autuações milionárias por desmatamento em 2004, como fruto de denúncias da missionária; os dois fazendeiros foram mandantes do crime ocorrido há 15 anos em Anapu (PA)

Reprodução/De Olho nos Ruralistas

Por Alceu Castilho e Leonardo Fuhrmann, no De Olho nos Ruralistas

Há exatamente quinze anos era assassinada, em Anapu (PA), a missionária Dorothy Stang. Denúncias feitas pela freira tinham motivado, um ano antes, autuações milionárias por desmatamento para os dois mandantes do crime, lavradas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Nenhuma das multas foi paga. A base de dados da autarquia mostra que duas multas graúdas, uma para cada um, prescreveram. Outras ainda correm na justiça ou administrativamente, dezesseis anos depois.

Conhecido como Taradão, Regivaldo Pereira Galvão foi condenado a 30 anos de prisão, em 2019, como mandante do homicídio. Ele recebeu duas multas de R$ 750 mil cada, em 2004. Uma delas, do dia 6 de novembro daquele ano, prescreveu. A outra punição ocorreu um mês antes, no dia 5 de outubro. A dívida consta no site do Ibama no seguinte status: “Para nova homologação, devido a alterações”. Galvão ainda não teve de pagar nada, portanto.

Essa multa de outubro de 2004 motivou um embargo, relativo a 500 hectares na Fazenda Vale do Surubim, em Anapu. O embargo é uma medida protetiva para garantir a recuperação da vegetação devastada. A data é a mesma da autuação, mas Galvão foi inserido na lista de pendências do Ibama em junho de 2007. Veja abaixo:

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