Na véspera de Natal, produtora do Porta dos Fundos é atacada com coquetel molotov

Bombas foram atiradas contra a sede da produtora do grupo de humor no Rio em meio aos ataques virtuais contra seus integrantes após protagonizarem um especial de Natal que retrata um Jesus Cristo homossexual

Nem mesmo o “espírito natalino” cessou os atos de ódio no Brasil. Na madrugada desta terça-feira (24), véspera de Natal, a sede da produtora do Porta dos Fundos, no bairro Humaitá, no Rio de Janeiro, foi alvo de um ataque a bomba. Dois coquetéis molotov foram atirados no interior do prédio da produtora do grupo de humor.

Via assessoria de imprensa, o Porta dos Fundos informou que, se não fosse a presença de um segurança, a sede da produtora certamente seria incendiada. Em nota, o grupo humorístico afirmou que “condena qualquer ato de ódio e violência e, por isso, já disponibilizou as imagens das câmeras de segurança para as autoridades, para o Secretário de Segurança, e espera que os responsáveis pelos ataques sejam encontrados e punidos”. Além disso, ressaltou que seguirá em frente “mais unido, mais forte e mais inspirado pela liberdade de expressão”.

Ainda não há pistas sobre os suspeitos de terem encampado o ataque.

Especial de Natal

Disponível na Netflix, o especial de Natal do Porta dos Fundos, que tem entre seus integrantes atores como Gregório Duviver e Fábio Porchat, despertou a ira de bolsonaristas e fundamentalistas religiosos por retratar, ironicamente, um Jesus Cristo homossexual.

A produção audiovisual chegou, inclusive, a ser alvo de petições e ações na Justiça.

Na última sexta-feira (20), uma juíza negou um pedido para que o especial de Natal fosse retirado do ar. “Seria inequivocamente censura”.

Saiba mais aqui.

Publicidade
Avatar de Redação

Redação

Direto da Redação da Revista Fórum.

Você pode estar junto nesta luta

Fórum é um dos meios de comunicação mais importantes da história da mídia alternativa brasileira e latino-americana. Fazemos jornalismo há 20 anos com compromisso social. Nascemos no Fórum Social Mundial de 2001. Somos parte da resistência contra o neoliberalismo. Você pode fazer parte desta história apoiando nosso jornalismo.

APOIAR