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22 de outubro de 2019, 19h36

No Brasil de Bolsonaro, ato de vandalismo apaga rosto de Marielle em painel de escola no Ceará

Iniciativa de pintar um painel para homenagear ícones da cultura brasileira foi dos alunos de uma escola do município de Crato

O rosto da ex-vereadora Marielle Franco foi totalmente apagado - Fotos: Reprodução/Arquivo Pessoal

Um painel feito por um artista plástico e por estudantes da escola EMEF Estado da Paraíba, na cidade de Crato, no Ceará, foi vandalizado nesta segunda-feira (21). No Brasil de Jair Bolsonaro cada vez mais são estimuladas as manifestações de intolerância.

A pintura, que representa seis ícones brasileiros, em várias áreas, faz parte de um concurso do Geoparque Araripe (primeiro parque geológico das Américas reconhecido pela Unesco), junto à iniciativa da própria Unesco. A obra teve o rosto da ex-vereadora Marielle Franco, assassinada no Rio de Janeiro, totalmente apagado.

O artista plástico Paulo Bento, coordenador da escola, explica que desde a última quinta-feira (17) vem pintando o painel, que contou com ajuda de seus alunos.

“Estamos participando de um projeto do GeoParque, com intuito de fazer intervenções em áreas públicas ou particulares no concurso Geo Terra Mãe, que faz parte de iniciativa da Unesco. Em frente à escola existe uma praça, e decidimos que essa intervenção seria feita nela. Reunimos a criançada, mobilizando-os para essa iniciativa”, revela Bento.

A ideia de mostrar personagens da cultura nacional partiu das crianças. “Eles quiseram homenagear personalidades da sociedade brasileira, que são destaque na cultura, na política e na literatura, por exemplo. Ficamos de quinta até sábado fazendo a pinta. Hoje (segunda) cedo nos deparamos com um dos ícones do painel totalmente apagado. Sendo ela justamente a de Marielle Franco”, conta o artista.

Homenageados

No painel, além de Marielle, foram homenageados o ambientalista Chico Mendes, o líder indígena Raoni, o cantor Luiz Gonzaga, o educador e filósofo Paulo Freire e a recém-canonizada freira Santa Dulce dos Pobres.

O coordenador afirmou, também, que as crianças ficaram muito abaladas. “A reação foi de espanto e revolta. Algumas delas choraram, outras ficaram sem saber ou entender a razão de terem feito isso. A escola amanheceu com uma sensação de agressão, de violência. Sentimos na pele isso”, acrescenta.

Com informações do site Badalo


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