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15 de agosto de 2019, 13h15

No Brasil do golpe, 3,3 milhões de pessoas procuram emprego há mais de dois anos

Em um ano, ocorreu acréscimo de 196 mil pessoas, que estão em busca de emprego durante o período de dois anos ou mais

Foto: José Cruz/Agência Brasil

O cenário econômico do Brasil, que reflete diretamente no índice de desemprego, é desanimador. De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quinta-feira (15), o país do pós-golpe, que tirou Dilma Rousseff da presidência, registra 3,347 milhões de desempregados que procuram emprego há, pelo menos, dois anos.

As perspectivas indicadas pela atuação do governo de Jair Bolsonaro dizem que o quadro tende a piorar. Em um ano, ocorreu acréscimo de 196 mil pessoas, que estão em busca de emprego há dois anos ou mais.

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“A proporção de pessoas a procura de trabalho em períodos mais curtos está diminuindo, mas têm crescido nos mais longos. Parte delas pode ter conseguido emprego, mas outra aumentou seu tempo de procura”, afirmou Adriana Beringuy, analista da pesquisa, à Folha de S.Paulo.

“Esse total era de 1,435 milhões de pessoas em 2015, um indicador com tendência de crescimento, em função da dificuldade da inserção no mercado de trabalho a partir do início da crise econômica”, ressaltou o IBGE.

Desigualdade

A política praticada após o golpe de 2016 ocasionou, também, um panorama negativo em termos de desigualdade no país.

A FGV Social lançou nesta quinta (15) uma pesquisa a respeito da evolução da distribuição de renda brasileira.

O levantamento indicou que, após o golpe que derrubou Dilma Rousseff, em 2016, a desigualdade no Brasil avançou em todos os trimestres. A renda do trabalho do mais pobre caiu 18,1% em termos reais e a do 1% mais rico aumentou 9,5%.


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