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22 de novembro de 2019, 12h01

Nos últimos cinco meses, metade das operações policiais no Rio de Janeiro teve vítimas

Pesquisa registrou 1.384 operações policiais em cinco estados nos últimos cinco meses. Destas, 1.427 aconteceram no Rio de Janeiro

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

A Rede de Observatórios lançou nesta quinta-feira (21), em Fortaleza, o seu primeiro relatório “Retratos da Violência – Cinco meses de monitoramento, análises e descobertas“, que registrou 1.384 operações policiais em cinco estados, sendo que, só no Rio de Janeiro, foram registradas 1.427 operações. O Rio também se destaca pela letalidade das intervenções policiais: 49% das ações analisadas teve vítimas.

A publicação traz dados e artigos produzidos pela Rede, que articula cinco organizações em mais quatro estados: Bahia, Ceará, Pernambuco e São Paulo. Com relação a vítimas por intervenção policial, São Paulo registrou 11% dos casos avaliados; Bahia, 12%; Pernambuco, 5%; e Ceará, 3%. Em 59% dos casos, a força envolvida era a Polícia Militar e, em 33%, a Polícia Civil.

No Rio, foram registradas ainda 34 chacinas policiais – ou operações com três ou mais mortos – que resultaram em 123 mortes múltiplas no primeiro semestre de 2019, representando um aumento de 750% comparado com 2013.

Números como esses mostram que a participação de mortes por policiais no total das mortes violentas continua a crescer no estado. Um dos casos que ficou famoso no Rio de Janeiro nos últimos meses foi o da menina Agatha Félix, de 8 anos, no Complexo do Alemão. Um inquérito conduzido pela Polícia Civil nos últimos dias concluiu que o tiro de fato partiu de um fuzil de um policial militar, que cometeu um “erro de execução” ao dar um “tiro de advertência” para forçar a parada de dois homens suspeitos.


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