O que o brasileiro pensa?
30 de janeiro de 2020, 07h16

Número de moradores em situação de rua cresceu 60% em SP após o golpe

O número se explica, em partes, pelo aumento da taxa de desemprego na capital paulista

Moradores de rua são alvo de ação imprudente de agentes da Prefeitura do Rio de Janeiro (Foto: Marcelo Camargo/ABr)

Desde 2015, período anterior ao golpe contra a ex-presidenta Dilma Rousseff, até o ano passado, o número de moradores em situação de rua da cidade de São Paulo cresceu 60%. Naquele ano, essa população somava 15,9 mil pessoas. Em 2019, o número chegou a 24.344.

O levantamento é do Censo da População em Situação de Rua, realizado pela Prefeitura de SP, e será lançado na sexta-feira (31). Outro dado que a pesquisa mostra é que o aumento no número de moradores em situação de rua se explica, em partes, pela alta taxa de desemprego.

Duarte a prefeitura de Fernando Haddad (PT), em 2015, essa taxa que era de 13,2% na cidade. Agora, com Bruno Covas (PSDB), chega a 16,6%.

Além do desemprego, outros fatores como conflitos familiares, falecimento de parentes, drogas e problemas de saúde, como depressão, também são frequentes entre essa população. Do total de moradores, 69,3% são pretos ou pardos e 28% são brancos. Há ainda indígenas (1,7%) e pessoas de cor amarela (0,9%). A maior parte dos que estão nas ruas tem entre 31 e 49 anos (46,6%), e 3,9% são crianças.

A alta taxa de desemprego, tanto em São Paulo quanto em âmbito nacional, ainda é um fato que o governo de Jair Bolsonaro encontra dificuldades para lidar. Neste ano, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) afirmou que a política econômica conduzida pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, é incapaz de reduzir o desemprego no Brasil.

A publicação do escritor Xico Sá no Twitter, no último domingo (26), ajuda a ilustrar esse cenário. “Pra cada comentário positivo da mídia sobre economia eu piso num homem dormindo na rua”, afirmou.

 

 


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