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31 de dezembro de 2019, 15h04

O Imbecil Coletivo, livro de Olavo de Carvalho, é apreendido na casa de acusado de atentado ao Porta dos Fundos

Eduardo Fauzi, que está foragido, possui mais de 15 registros criminais e é filiado ao PSL desde 3 de outubro de 2001. Além do livro de Olavo de Carvalho, a polícia apreendeu armas e R$ 119 mil em dinheiro

Livro de Olavo de Carvalho apreendido com acusado de ser autor de atentado ao Porta dos Fundos (Reprodução)

Entre armas, facas e R$ 119 mil em dinheiro, a polícia apreendeu o livro O Imbecil Coletivo, de Olavo de Carvalho, na casa de Eduardo Fauzi Richard Cerquise, um dos cinco suspeitos de terem cometido o atentado contra a produtora do Porta dos Fundos. A obra é uma espécie de manual de conduto para os iniciados na doutrina olavista.

Eduardo Fauzi, que está foragido, possui mais de 15 registros criminais e é filiado ao PSL desde 3 de outubro de 2001.

Entre os registros criminais de Cerquise, estão acusações de lesão corporal, ameaça, coação no curso do processo, agressão contra mulheres, desacato e exercício ilegal da profissão. Em fevereiro, ele foi condenado a quatro anos de prisão pela justiça do Rio, respondendo por lesão corporal, ameaça e desacato, mas crimes prescreveram.

Cerquise foi identificado por câmeras de segurança após retirar o capuz momentos depois do ataque, no dia 24 deste mês. Para identificá-lo, a polícia utilizou imagens de mais de 50 câmeras de segurança do bairro.

O Imbecil Coletivo
Lançado em 1996, o livro O Imbecil Coletivo encerra a trilogia iniciada com a obra A nova era e a revolução cultural (1994) e prosseguida com O Jardim das Aflições (1995). Na obra, Olavo de Carvalho escreve sobre aquilo que ele acredita ser o fenômeno da decadência intelectual do Brasil , responsabilizando a própria academia e a nova geração de intelectuais brasileiros, que se “imbecilizariam uns aos outros” e reproduziriam o “imbecil coletivo” em grande escala.

O livro é uma paródia do “intelectual coletivo” de Antonio Gramsci. Alguns dos vários temas polêmicos abordados são a relação entre religião e o marketing e a responsabilidade que intelectuais podem ter no aumento de crimes.

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