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27 de dezembro de 2017, 12h14

O resultado do primeiro mês da reforma trabalhista é 12,3 mil empregos a menos

Ao contrário do prometido, país fechou postos de trabalho após a entrada em vigor da nova legislação trabalhista aprovada pelo governo Temer 

Por Redação*

O saldo de empregos formais no Brasil em novembro ficou negativo, com redução de 12.292 vagas. Em relação a outubro, houve redução de 0,03%, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta quarta-feira (27) pelo Ministério do Trabalho. Os dados já consideram as novas formas de contratação estabelecidas pela reforma trabalhista do governo Temer, que entrou em vigor no início de novembro.

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“Nos 11 meses do ano, oito foram positivos [com geração de emprego]”, disse o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, na tentativa de minimizar os dados.

Nos últimos 12 meses, o saldo é negativo, com redução de 178.528 postos de trabalho, uma retração de 0,46%. Entre as retrações, estão a indústria de transformação, que fechou 29.006 empregos; a construção civil, que reduziu 22.826 vagas; setor agropecuário, que gerou saldo negativo de 21.761 vagas e setor de serviços, que fechou 2.972 postos de trabalho.

O setor de comércio (tanto atacadista quanto varejista) registrou saldo positivo, com a criação de mais de 68 mil vagas. Segundo o Minstério do Trabalho, as festas de fim de ano, que aqueceram as vendas, foram o motivo desse resultado.

O Caged também analisou a média salarial do ano e do mês de novembro. No último mês, o salário médio de admissão no país ficou em R$ 1.470,08, enquanto o de demissão foi de R$ 1.675,58. Na comparação com outubro, houve aumento de 0,39% no salário de contratação e de 0,02% no de demissão.

Regiões

A região que mais criou vagas formais em novembro foi a Sul, com 15.181 postos. A Região Nordeste abriu 3.758 vagas. As demais regiões registraram saldo negativo: Sudeste (-16.421), Centro Oeste (-14.412) e Norte (-398).

*Com Agência Brasil 

 

 

 


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