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01 de janeiro de 2020, 17h28

Olavo de Carvalho diz que “mídia criminosa” usa livro para insinuar vínculo com acusado de atentado ao Porta dos Fundos

Na casa de Eduardo Fauzi, além de armas e R$ 119 mil, foram apreendidos diversos livros, entre eles "O Imbecil Coletivo", uma espécie de manual de conduta aos iniciados na doutrina olavista

Olavo de Carvalho, Eduardo Fauzi e o material apreendido pela Polícia (Montagem)

Guru do clã Bolsonaro, Olavo de Carvalho foi às redes sociais nesta terça-feira (31) se defender sobre sua influência na formação de Eduardo Fauzi Richard Cerquise, um dos cinco acusados de terem cometido o atentado contra a produtora do Porta dos Fundos na véspera do Natal. Na casa de Eduardo, além de armas e R$ 119 mil, foram apreendidos diversos livros, entre eles “O Imbecil Coletivo”, uma espécie de manual de conduta aos iniciados na doutrina olavista.

“A última da mídia criminosa: insinuar um vínculo entre a minha pessoa e o atentado ao Porta dos Fundos, mediante a informação de que na casa de um SUSPEITO foi encontrado um exemplar de “O Imbecil Coletivo”, tuitou o guru.

Eduardo Fauzi, que está foragido, possui mais de 15 registros criminais e é filiado ao PSL desde 3 de outubro de 2001.

Entre os registros criminais de Cerquise, estão acusações de lesão corporal, ameaça, coação no curso do processo, agressão contra mulheres, desacato e exercício ilegal da profissão. Em fevereiro, ele foi condenado a quatro anos de prisão pela justiça do Rio, respondendo por lesão corporal, ameaça e desacato, mas crimes prescreveram.

Cerquise foi identificado por câmeras de segurança após retirar o capuz momentos depois do ataque, no dia 24 deste mês. Para identificá-lo, a polícia utilizou imagens de mais de 50 câmeras de segurança do bairro.

O Imbecil Coletivo
Lançado em 1996, o livro O Imbecil Coletivo encerra a trilogia iniciada com a obra A nova era e a revolução cultural (1994) e prosseguida com O Jardim das Aflições (1995). Na obra, Olavo de Carvalho escreve sobre aquilo que ele acredita ser o fenômeno da decadência intelectual do Brasil , responsabilizando a própria academia e a nova geração de intelectuais brasileiros, que se “imbecilizariam uns aos outros” e reproduziriam o “imbecil coletivo” em grande escala.

O livro é uma paródia do “intelectual coletivo” de Antonio Gramsci. Alguns dos vários temas polêmicos abordados são a relação entre religião e o marketing e a responsabilidade que intelectuais podem ter no aumento de crimes.

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