“Operação Intocáveis” prende policial responsável por investigar milícia no Rio

Jorge Luiz Camillo Alves tinha "intensa troca de mensagens" com Ronnie Lessa, vizinho de Bolsonaro acusado de matar a vereadora Marielle Franco

O Ministério Público do Rio de Janeiro,  com o apoio das polícias Civil e Militar, prendeu nesta quinta-feira (30) 33 pessoas suspeitas de envolvimento com a milícia que atua na Zona Oeste do Rio. Entre os presos, três policiais civis e cinco policiais militares. Há um mandado de prisão para outro policial. No total, 45 pessoas foram denunciadas.

A operação desta quinta, “Os Intocáveis 2”,  é um desdobramento da operação “Os Intocáveis”, que seu deu em janeiro de 2019, quando 13 pessoas foram denunciadas pelo envolvimento com a mesma milícia.

Segundo o MP, os acusados eram liderados por Dalmir Pereira Barbosa, Paulo Eduardo da Silva Azevedo e Epaminondas Queiroz de Medeiros Júnior (conhecido como ‘Capitão Queiroz’).

Desde 2014, teriam sido cometido os crimes de grilagem, construção, venda e locação ilegais de imóveis, posse e porte ilegal de arma de fogo, extorsão de moradores e comerciantes com a cobrança de taxas referentes a “serviços” prestados, ocultação de bens adquiridos com as atividades ilícitas por meio de “laranjas”, pagamento de propina a agentes públicos, agiotagem, e ligações clandestinas de água e energia nos empreendimentos imobiliários ilegalmente construídos.

Segundo a acusação, os suspeitos tinham a ajuda de agentes públicos, em especial policiais civis e militares, para obter informações privilegiadas, além de contar com policiais para a segurança do grupo.

O Ministério Público do Rio de Janeiro pediu medida cautelar de suspensão do porte de arma de fogo e do exercício da função, além de prisão preventiva dos policiais envolvidos.

Um deles é Jorge Luiz Camilo Alves, chefe de investigação da 16ª DP (Barra da Tijuca). Camilo trocava mensagens constantemente com Ronnie Lessa, policial reformado que era vizinho de Jair Bolsonaro e que foi acusado e preso no ano passado, sob suspeita de ter assassinado a vereadora Marielle Franco. Nos diálogos, Lessa refere-se a Camilo como o “Amigo da 16”. Ele foi preso em casa.

A “Intocáveis 2” acontece também no Piauí e na Bahia.

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