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30 de janeiro de 2020, 17h52

“Operação Intocáveis” prende policial responsável por investigar milícia no Rio

Jorge Luiz Camillo Alves tinha "intensa troca de mensagens" com Ronnie Lessa, vizinho de Bolsonaro acusado de matar a vereadora Marielle Franco

Reprodução

O Ministério Público do Rio de Janeiro,  com o apoio das polícias Civil e Militar, prendeu nesta quinta-feira (30) 33 pessoas suspeitas de envolvimento com a milícia que atua na Zona Oeste do Rio. Entre os presos, três policiais civis e cinco policiais militares. Há um mandado de prisão para outro policial. No total, 45 pessoas foram denunciadas.

A operação desta quinta, “Os Intocáveis 2”,  é um desdobramento da operação “Os Intocáveis”, que seu deu em janeiro de 2019, quando 13 pessoas foram denunciadas pelo envolvimento com a mesma milícia.

Segundo o MP, os acusados eram liderados por Dalmir Pereira Barbosa, Paulo Eduardo da Silva Azevedo e Epaminondas Queiroz de Medeiros Júnior (conhecido como ‘Capitão Queiroz’).

Desde 2014, teriam sido cometido os crimes de grilagem, construção, venda e locação ilegais de imóveis, posse e porte ilegal de arma de fogo, extorsão de moradores e comerciantes com a cobrança de taxas referentes a “serviços” prestados, ocultação de bens adquiridos com as atividades ilícitas por meio de “laranjas”, pagamento de propina a agentes públicos, agiotagem, e ligações clandestinas de água e energia nos empreendimentos imobiliários ilegalmente construídos.

Segundo a acusação, os suspeitos tinham a ajuda de agentes públicos, em especial policiais civis e militares, para obter informações privilegiadas, além de contar com policiais para a segurança do grupo.

O Ministério Público do Rio de Janeiro pediu medida cautelar de suspensão do porte de arma de fogo e do exercício da função, além de prisão preventiva dos policiais envolvidos.

Um deles é Jorge Luiz Camilo Alves, chefe de investigação da 16ª DP (Barra da Tijuca). Camilo trocava mensagens constantemente com Ronnie Lessa, policial reformado que era vizinho de Jair Bolsonaro e que foi acusado e preso no ano passado, sob suspeita de ter assassinado a vereadora Marielle Franco. Nos diálogos, Lessa refere-se a Camilo como o “Amigo da 16”. Ele foi preso em casa.

A “Intocáveis 2” acontece também no Piauí e na Bahia.


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