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24 de setembro de 2019, 07h00

Organizações vão denunciar Witzel na ONU e pedir fim de “banho de sangue racista” no Rio

O documento chama atenção para o fato de que os alvos da polícia de Witzel são sempre "negros jovens e pobres que vivem nas favelas da cidade"

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Organizações brasileiras farão um discurso de denúncia à política de confronto do governador do Rio, Wilson Witzel, no Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, nesta terça (24). Poucos dias depois do assassinato da menina Agatha Félix, no Complexo do Alemão, o texto chama atenção para o fato de que os alvos da polícia de Witzel são sempre “negros jovens e pobres que vivem nas favelas da cidade”.

“Pedimos à comunidade internacional que se manifeste contra esse banho de sangue racista”, segue o documento, assinado por Conectas, Redes da Maré e Justiça Global. O documento também critica o excludente de ilicitude que integra o pacote anticrime do ministro Sergio Moro, da Justiça. Informações são da coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo.

No entanto, o ministro Sergio Moro foi às redes sociais neste domingo para defender seu projeto, que tem recebido duras críticas de ativistas dos direitos humanos. “Lamentável e trágica a morte da menina Agatha. Já me manifestei oficialmente. Os fatos têm que ser apurados. Não há nenhuma relação possível do fato com a proposta de legítima defesa constante no projeto anticrime. Deputado Felipe Francischini [PSL-PR] tem razão e agradeço pelo apoio”, declarou.

Culpados

Em seu primeiro pronunciamento público depois do assassinato de Agatha, Witzel pediu em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (23) que a oposição não faça disso um “ato de escárnio à sociedade, para que o país continue avançando”, mostrando temer a exploração política do caso. “Tenho certeza que estamos no caminho certo”, acrescentou, atribuindo a culpa da morte da criança ao crime organizado e usuários de drogas.

 


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