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08 de julho de 2020, 07h22

Paciente com Aids de São Paulo pode ser primeiro do mundo a ser curado apenas com medicação

Paciente participou de pesquisa liderada por infectologista da Unifesp. Desde março de 2019, o vírus HIV não foi mais detectado em seu organismo

Ricardo Diaz, diretor do Laboratório de Retrovirologia do Departamento de Medicina da Escola Paulista de Medicina da Unifesp (Foto: Sergio Dazzi)

Um paciente de 35 anos com Aids de São Paulo, que participou de uma pesquisa global liderada por um infectologista da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM/Unifesp), pode ser a primeira pessoa a ser curada usando apenas medicação.

De acordo com um reportagem do UOL, o paciente foi tratado durante anos com antirretrovirais e nicotinamida. Desde março de 2019, o vírus HIV não é detectado em seu organismo, tanto em seu DNA quanto em seu RNA.

A pesquisa é liderada pelo infectologista Ricardo Sobhie Diaz, que vem trabalhando em duas frentes para a cura da doença. Uma delas utiliza medicamentos e substâncias que matam o vírus no momento da replicação e eliminam as células em que o HIV fica adormecido (latência); a outra desenvolve uma vacina que leva o sistema imunológico a reagir e eliminar as células infectadas nas quais o fármaco não é capaz de chegar.

Os resultados foram revelados durante a 23ª Conferência Internacional sobre Aids, realizada por videoconferência. Os próprios autores do estudo, no entanto, alertam que os resultados ainda não são definitivos e que é necessário mais tempo para chegar a conclusões.

Até então, dois pacientes já foram curados oficilamente da Aids: Timothy Ray Brown, “o paciente de Berlim”, e Adam Castillejo, “o paciente de Londres”. Ambos, no entanto, passaram por cirurgias agressivas de transplante de medula óssea com células-tronco.


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