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29 de janeiro de 2020, 08h39

Pannunzio indaga liberais: Teremos um mundo formado por entregadores do Rappi?

"Como será o mundo em 30 anos, quando não houver mais empregos na indústria e no comércio?", provoca o jornalista

Trabalhador informal durante chuva em Belo Horizonte (Instagram/@alexandrecmota)

O jornalista Fabio Pannunzio fez uma sequência de publicações nas redes sociais, na noite desta terça-feira (28), para provocar as pessoas adeptas ao liberalismo econômico sobre o futuro do mercado de trabalho. O jornalista os questiona sobre um possível fim da indústria e do comércio, assim como se tal cenário levaria a um mundo de trabalho precarizado e “uberização”.

“Uma pergunta que os liberais não respondem: como será o mundo em 30 anos, quando não houver mais empregos na indústria e no comércio? O que fazer com as hordas de desempregados desamparados pelo Estado mínimo? Como a sociedade vai carregar o ônus social da economia 4.0?”, questionou o jornalista.

Na sequência, Pannunzio aborda o fenômeno da “uberização” do trabalho, ou seja, a proliferação de oportunidades que seguem padrões informais, flexíveis e por demanda. A principal consequência desse modelo, no entanto, é a precarização, já que os trabalhadores desse modelo não têm garantias ou direitos.

“Teremos um mundo formado por motoristas de Uber e entregadores do Rappi? E quem vai pagar a conta dos hospital quando o cara da bicicleta for atropelado por um ônibus? E quem vai arcar com a inatividade inexorável dos sequelados graves e improdutivos?”, continua.

“Hoje a justiça decide que o aplicativo que escraviza o entregador não tem responsabilidade sobre ele. Mas não diz na sentença que, em caso de acidente, a conta da UTI que a Uber Eats não paga vai ser dividida com todos os que sustentamos o SUS. É lindo é ver esse novo capitalismo triunfar”, finaliza.

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