Para Moody’s, implicância de Bolsonaro com vacina atrasa recuperação da economia

Agência de classificação de risco também vê risco de desaceleração com fim de auxílio emergencial, segundo Reuters

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sempre foi contra as medidas de distanciamento social para evitar a propagação o novo coronavírus. Alegou, desde o início, que elas provocariam recessão. Mas é o atraso do Brasil em vacinar sua população contra a Covid-19, que também pode ser creditado às sucessivas implicâncias, para dizer o mínimo, do mandatário com os imunizantes, que colocam mais riscos na recuperação econômica do país.

A avaliação é da agência de classificação de risco Moody’s. Para a principal analista de Brasil da agência, os atrasos contínuos do Brasil na distribuição de uma vacina contra o coronavírus irão aumentar os riscos negativos para a recuperação econômica projetada para este ano.

De acordo com a Reuters, o governo brasileiro está sob pressão por causa do ritmo lento para o lançamento de uma vacina no país.

Bolsonaro já chegou a dizer que os laboratórios é que deveriam estar interessados em vender doses de imunizantes ao Brasil, ignorando que a procura pelo produto está maior que a oferta – lei básica do mercado. Em outra frase que rodou o mundo, ele disse que quem tomasse determinada dose corria risco de virar “jacaré”.

O próprio Bolsonaro diz que não vai se imunizar. Seu comportamento tem incentivado seus apoiadores a declararem que também não tomarão doses e colocarem em dúvida a segurança e eficácia dos produtos. Esse tipo de declaração criou um clima desfavorável para o início da campanha no país.

Segundo reportagem da Reuters, a analista Samar Maziad disse que a vacinação no Brasil deve limitar o escopo de medidas adicionais de distanciamento social e fechamento de negócios, o que deve apoiar a economia do país. “À medida que vemos atrasos, isso aumentará o risco negativo para a recuperação”, disse Maziad.

Sem auxílio emergencial

Outro fator de risco citado pela analista foi o fim do auxílio emergencial, pago a quem perdeu renda com a pandemia. Em sua visão, o encerramento do programa pode desacelerar a recuperação e talvez fomentar a agitação social.

“A retirada da ajuda representa algum risco para a agitação social”, disse ela. Esse fator aliado ao alto desemprego traz, em sua visão, “alguns riscos” para a economia. “Mas não um risco elevado”, declarou.

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Fabíola Salani

Graduada em Jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo. Trabalhou por mais de 20 anos na Folha de S. Paulo e no Metro Jornal, cobrindo cidades, economia, mobilidade, meio ambiente e política.

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Renato Rovai
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