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30 de maio de 2018, 10h43

Parente aumenta preço da gasolina em meio a convulsão social movida pelo preço dos combustíveis

Comando da empresa autoriza novo aumento do combustível

Foto: Arquivo/Petrobras

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, voltou a autorizar nesta quarta-feira (30) mais um aumento do preço da gasolina nas refinarias. A partir desta quinta-feira (31), o preço do combustível subirá 0,74% e passará a custar R$1,9671 o litro.

A alta do combustível nas refinarias, somente em maio, já está acumulada em 9,42%. A administração de Parente na Petrobras é questionada por diversos setores da sociedade. Nesta quarta-feira, os petroleiros deflagraram greve, mesmo com uma liminar do TST impedindo a mobilização da categoria.

Petroleiros promovem atos nesta quarta-feira

A liminar do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que considerou abusiva a greve, não foi impedimento para a Federação Única dos Petroleiros (FUP) anunciar nesta quarta-feira (30) a paralisação da categoria. Os trabalhadores cruzaram os braços em refinarias, terminais e plataformas da Bacia de Campos. O movimento programou atos e manifestações ao longo do dia.

Pelo balanço da FUP, estão paradas as refinarias de Manaus (Reman), Abreu e Lima (Pernambuco), Regap (Minas Gerais), Duque de Caxias (Reduc), Paulínia (Replan), Capuava (Recap), Araucária (Repar), Refap (RS), além da Fábrica de Lubrificantes do Ceará (Lubnor), da Araucária Nitrogenados (Fafen-PR) e da unidade de xisto do Paraná (SIX).

A FUP informou que não houve troca dos turnos da 0h nos terminais de Suape (PE) e de Paranaguá (PR). Segundo a federação, na Bacia de Campo os trabalhadores também aderiram à paralisação em diversas plataformas.

Multa de R$500 mil

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu, na noite desta terça-feira (29), declarar ilegal a greve deflagrada pela categoria dos petroleiros. A paralisação, convocada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), teria duração de 72 horas e tem como objetivo pressionar o governo a reduzir preços do gás de cozinha e dos combustíveis, através de mudanças imediatas na política de reajuste de derivados da Petrobras, com retomada da produção das refinarias a plena carga e o fim das importações de derivados. A declaração de ilegalidade da greve foi comunicada pela Advocacia-Geral da União (AGU).


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