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07 de julho de 2018, 11h56

PCC tem “código penal” próprio e setor com “cadastro de inadimplentes”

Denúncia apresentada pelo Ministério Público à Justiça relata também a existência do “Livro Negro”, que cuida da cobrança de mensalidades e de punições

Foto: Reprodução/YouTube

Segundo denúncia do Ministério Público Estadual da Operação Echelon, o Primeiro Comando da Capital (PCC) criou um tipo de código penal com o objetivo de disciplinar seus integrantes. Com o nome de “cartilha”, ele reúne delitos como “ato de malandrismo”, “mão na cumbuca”, “abandono de responsa” e “falta de visão” ou “sem noção”. As punições para os membros da facção que cometem um desses “delitos” vão desde a suspensão de 90 dias da facção até a exclusão, de acordo com reportagem de Marcelo Godoy, do Estado de S.Paulo.

O promotor Lincoln Gakiyya acusa 70 homens e cinco mulheres de formar organização criminosa. A Operação Echelon foi deflagrada em junho e cumpriu mandados de busca e de prisão em 14 estados.

As interceptações telefônicas, realizadas pelos investigadores, mostram que um novo setor da facção, o “Livro Negro”, cuida do registro de casos de descumprimento da “cartilha” e do “cadastro de inadimplentes”. A tal lista controla os excluídos da facção e os membros que não estão em dia com a mensalidade de R$ 950 cobrados de quem está em liberdade. Além de ser julgado administrativamente, o integrante da organização em falta com o PCC é submetido ao tribunal do crime.


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