sábado, 24 out 2020
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PF encontra 44 quilos de ouro na casa de empresário investigado por garimpo ilegal no PA

Armando Amâncio da Silva construiu um império extraindo ouro em um garimpo ilegal dentro da Reserva Biológica Maicuru, no norte do Pará. Advogado Paulo Emílio Catta Preta, que também faz a defesa de Queiroz, diz suspeitas "não são verdadeiras"

A Polícia Federal apreendeu cerca de 44 quilos de ouro – avaliados em R$ 14,8 milhões – na casa do empresário Armando Amâncio da Silva, que construiu um império extraindo o minério em um garimpo ilegal dentro da Reserva Biológica (Rebio) Maicuru, no norte do Pará.

Dono de uma empresa de aviação, Amâncio atua há 4 décadas na região. A Piquiatuba táxi aéreo é responsável por vôos em territórios indígenas na região.

Na megaoperação realizada na última segunda-feira (12), policiais federais, fiscais do Ibama e militares da Marinha e do Exército fecharam o garimpo Limão, localizado dentro da Rebio, uma área remota perto da divisa com o Amapá. Na ação, houve destruição de equipamentos e a explosão da pista de pouso clandestina.

O ouro havia sido apreendido dias antes, no dia 9, junto com quatro aeronaves em Santarém, no Pará.

Internado em São Paulo com Covid-19 e em tratamento contra um câncer, o empresário, de 76 anos, não foi preso.

Em nota à Folha de S.Paulo, o advogado Paulo Emílio Catta Preta, que tem Fabrício Queiroz, ex-assessor de senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) entre os seus clientes, disse que “não são verdadeiras as suspeitas, sendo certo que todas as questões serão devidamente esclarecidas por meio de provas que serão oportunamente apresentadas nos autos”.

Redação
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