PF prende fundador da Ricardo Eletro em SP em operação contra lavagem de dinheiro

De acordo com as investigações, R$ 400 milhões foram sonegados. Pedro Bianchi, CEO da empresa, já defendeu que é melhor "menos direitos do que desemprego"

A Polícia Federal prendeu Ricardo Nunes, fundador e ex-principal acionista da rede varejista Ricardo Eletro, na manhã desta quarta-feira (8), em São Paulo. A operação, que é de Minas Gerais, tem por objetivo combater sonegação fiscal e lavagem de dinheiro.

A filha de Ricardo Nunes, Laura Nunes, e o irmão dele, Rodrigo Nunes, também foram presos na região metropolitana de Belo Horizonte. Ao todo, são três mandados de prisão e 14 de busca e apreensão.

De acordo com reportagem do G1, aproximadamente R$ 400 milhões em impostos foram sonegados ao longo de cinco anos. A operação foi batizada de “Direto com o Dono”.

A Ricardo Eletro faz parte do grupo de empresas que defendem ou já defenderam o presidente Jair Bolsonaro, junto com Centauro, Havan, Smart Fit, entre outras.

A página no Facebook do grupo de empresários do Brasil 200, por exemplo, que apoiou os atos golpistas contra o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF), já compartilhou notícias favoráveis a Pedro Bianchi, CEO da Ricardo Eletro.

A publicação reproduz uma entrevista de Bianchi ao UOL, em fevereiro deste ano, em que diz que “é melhor menos direitos do que desemprego”.

Confira:

https://www.facebook.com/IBrasil200/posts/533350120650840:0
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