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10 de maio de 2019, 11h18

Placa em telhado no complexo da Maré, no Rio, diz: “Escola. Não atire!”

"Por essas e outras que coloquei no teto e na fachada do Uerê para ver se não nos matam em dias de confronto. Uma vez um helicóptero metralhou a escola. A que ponto chegamos!", publicou no Facebook a artista plástica Yvonne Bezerra de Mello, responsável pelo projeto Uerê

Placa no telhado do projeto Uerê, no complexo da Maré (Reprodução)

Uma placa colocada no telhado do projeto Uerê, no complexo da Maré, na periferia do Rio de Janeiro, alerta aos snipers da polícia do governador Wilson Witzel (PSC) que o local é uma escola, para que não seja alvejada por tiros que partem dos atiradores que sobrevoam a região em helicópteros.

“Por essas e outras que coloquei no teto e na fachada do Uerê para ver se não nos matam em dias de confronto. Uma vez um helicóptero metralhou a escola. A que ponto chegamos!”, publicou no Facebook a artista plástica Yvonne Bezerra de Mello, responsável pelo Uerê.

Na última segunda-feira (6), uma operação da Polícia Civil na Maré deixou oito mortos. Durante a ação, tiros foram disparados por agentes de dentro de um helicóptero.

Durante o fim de semana, uma rajada de 10 tiros em apenas um segundo, que partiu do helicóptero onde estava o governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), acompanhando snipers atingiu um um ponto de apoio para peregrinação de evangélicos, que foi confundido com uma casamata do tráfico.

Por sorte, segundo a reportagem, não havia ninguém no local, algo incomum numa manhã de sábado, quando ocorreu a operação na trilha do Monte do Campo Belo, em Angra dos Reis, no último dia 4.


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