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03 de outubro de 2019, 18h00

PMs invadiram hospital para recolher bala que matou a menina Ágatha

Apesar da pressão policial, os funcionários do hospital se recusaram a entregar o projétil, que, em seguida, foi encaminhado à Polícia Civil

Foto: Reprodução/Facebook

Pouco depois da morte da menina Ágatha Vitória Félix, na madrugada do sábado (21/9), vários policiais militares (de dez a 20) literalmente invadiram o hospital em que ela estava internada com o objetivo de recolher a bala que a matou.

De acordo com informações de Fernando Molica, da revista Veja, a revelação foi feita a policiais civis por integrantes da equipe de médicos e de enfermeiros de plantão.

Apesar da pressão policial, os funcionários do hospital se recusaram a entregar o projétil, que, em seguida, foi encaminhado à Polícia Civil, responsável pelas investigações.

A perícia realizada na bala chegou à conclusão que não é possível comparar o objeto com as armas dos policiais militares que estavam na favela, pois foi encontrado apenas um fragmento deformado do projétil.

A Delegacia de Homicídios procura, agora, convencer integrantes da equipe médica a prestar depoimento sobre a invasão. Profissionais que relataram o fato a policiais civis têm medo de sofrer represálias.

Versões

O relato corrobora a versão divulgada pela mãe de Ágatha e por testemunhas que estavam no local. Todos afirmaram à polícia que o tiro que atingiu a menina foi disparado por um PM, que tentou alvejar um motociclista que passava pelo local.

A versão dos policiais militares envolvidos é de que houve revide a disparos. No entanto, segundo as testemunhas, não havia troca de tiros na Fazendinha, complexo do Alemão, no momento em que a menina foi atingida.

Dos 11 policiais militares que estavam próximos do local onde Ágatha recebeu o tiro, somente dois aceitaram participar da reprodução simulada do crime, na terça-feira (1).


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